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Acolhimento de todos os gêneros de estudantes é tema de formação de professores

  • Publicado: Quarta, 13 de Setembro de 2017, 02h49
  • Última atualização em Quinta, 14 de Setembro de 2017, 10h57
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Consciente de que o preconceito afasta as pessoas transexuais do ambiente escolar e do mercado de trabalho, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA) busca desenvolver ações para promover o respeito e a inclusão. Nesta terça-feira, 12 de agosto, a Seção de Ciências Humanas do IFPA Campus Belém realizou um encontro, com professores e ativistas, para debater a importância do assunto e como abordá-lo em sala de aula. O tema será tratado com os alunos durante a "Semana das Ciências Humanas", programada para março de 2018, período em que se propõe refletir sobre o protagonismo da juventude na sociedade.

A convite da Professora Shirlene Coelho e do Professor Francisco Cavalcante, participaram desse momento formativo o arquiteto Davi Miranda, representante do Coletivo de Homens Trans de Belém, a psicóloga Lyah Correa e a arte-educadora Cassandra Bonifácio. Os três ativistas trans expuseram aos docentes a história de luta pela visibilidade das pessoas trans, relatando um pouco da própria história e esclarecendo as dúvidas sobre o assunto. O propósito da iniciativa é assegurar educação de qualidade mudando o panorama de violência e desrespeito às diferenças quanto à sexualidade, gênero e identidade. Incluir as pessoas trans como protagonistas desse processo foi a forma encontrada de promover o diálogo sobre o assunto junto à docentes e discentes do Instituto. Quando o assunto é sexualidade ou identidade de gênero, os desafios para uma conversa franca e clara são enormes, principalmente por parte dos professores que, por falta de conhecimento científico a respeito, não sabem tratar estas questões.

“O grau de preconceito e discriminação que vivem as pessoas transgênero, transexuais e travestis as leva a esconder suas identidades, seus sentimentos ou a evadir da escola. Não sendo bem acolhida na família, na escola e no trabalho, a pessoa trans fica marginalizada. Então, encontra na prostituição a forma de sobrevivência. Afastar-se do ambiente escolar e familiar é sua pior alternativa. Orientar os professores sobre esse assunto é muito importante para mudar essa realidade”, comenta o ativista Davi Miranda do Coletivo de Homens Trans.

A professora Natália Cavalcanti comenta que os professores deparam com jovens, tanto meninos e meninas, vivendo a angústia desse momento de descoberta da própria sexualidade. "Esse momento de descoberta da identidade trans ou orientação sexual gera muita angústia. Muitos são hostilizados, começam a faltar às aulas, desistiam do ano letivo, ficavam deslocados e sofriam bullying. Então, essa foi uma ação formativa para os professores de Ciências Humanas. Buscamos sensibilizar e habilitá-los para que, conhecedores dessa temática, sejam capazes de mediar da melhor forma possível esse momento da vida de nossos alunos”, esclarece.

 

Texto: ASCOM IFPA Reitoria

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