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IFPA Bragança estreita relações com comunidades remanescentes quilombolas da zona rural de Tracuateua

  • Publicado: Quarta, 08 de Novembro de 2017, 16h35
  • Última atualização em Quarta, 08 de Novembro de 2017, 16h45
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Em 07/11/2017

 

Alunos do IFPA campus Bragança visitaram, nesta terça-feira (7), a comunidade quilombola do Cigano, em Tracuateua, município a 15 km do centro de Bragança. A atividade é parte do Projeto Integrador do curso Técnico em Eventos do IF, que tem a “Consciência Negra” como tema este ano. O projeto interdisciplinar culminará com a montagem do Sarau da Consciência, marcado para o dia 22 de novembro. O evento marca o encerramento da Semana Integrada de Ensino, Pesquisa e Extensão (Siepe) e a abertura da III Jocad, a Jornada de Cultura, Arte e Desporto do IFPA.

Além das turmas de Eventos, estudantes do curso integrado de Agropecuária também participaram da visita, que foi acompanhada por professores e técnicos do IFPA.

O grupo, com cerca de 40 estudantes, foi recebido pelos fundadores da Associação dos Remanescentes Quilombolas do Cigano (Arquic), Oscimar Hermínio Ribeiro, 67, e Socorro de Souza Pimentel, 55.

   

Em conversa com os  visitantes, Hermínio listou as dificuldades enfrentadas pela comunidade para preservar valores e traços da cultura negra na região. A principal delas é a garantia do direito de propriedade das terras ocupadas pelos quilombolas. Das seis comunidades instaladas na zona rural de Tracuateua, apenas três possuem o título das terras, explica o representante da Arquic: “Cigano, Jurussaca e Américo foram reconhecidas pela FCP, a Fundação Cultural Palmares, depois de muita luta”. “Hoje o jovem não quer ser negro, acha que a história do negro não é importante. Tem menino daqui tem vergonha de dizer que é negro, tem vergonha de jogar capoeira, do lugar onde nasceu”, diz Hermínio. “Se a gente não der valor para a nossa própria cultura, quem dará?”, complementa Socorro Pimentel.

No dia 20, na praça matriz de Tracuateua, moradores do Cigano participarão das celebrações do Dia Nacional da Consciência Negra, com apresentação de danças tradicionais como o xote e o merengue.

   

Professora de Sociologia do IFPA campus Bragança e organizadora da visita a àrea do Cigano, Tuany Sousa destaca a importância de se fortalecer vínculos com as comunidades tradicionais: “A existência dos quilombos traz para nós algo muito importante, a certeza de que há uma resistência, uma força para garantir que o diferente seja respeitado”.

Professor de História do IFPA, Fernando Lobato ressaltou o interesse em aproximar outros projetos dos alunos do IFPA com as comunidades quilombolas. Fernando também manifestou apoio ao pleito dos representantes da Arquic, que desejam que a Câmara Municipal de Bragança reconheça o Dia Nacional da Consciência Negra, 20 de novembro, como feriado municipal.

   

   



 

Texto: Filipe Sanches

Fotos: Pedro Tobias

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