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IFPA realiza o primeiro encontro de agentes de inovação

  • Publicado: Sexta, 29 de Novembro de 2019, 20h16
  • Última atualização em Terça, 03 de Dezembro de 2019, 18h16
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Alunos e professores poderão contar com suporte de pelo menos um agente de inovação em cada campus

Com foco na proteção de pesquisas, a Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação (Proppg) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), por meio do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), ofertou treinamento aos primeiros Agentes de Inovação (AI) do instituto. A formação ocorreu nos dias 27 e 28 de novembro, no auditório do Centro de Tecnologia em Educação a Distância (CTEAD).

A função de AI no IFPA foi instituída pela a resolução Nº 128/2019/Consup. A ele cabe o papel de contribuir com o processo de inovação e empreendedorismo no IF de modo a promover a cultura de inovação e dar suporte às atividades desenvolvidas pelo NIT. Deve também auxiliar na avaliação de atividades, pesquisas e projetos quanto ao registro e à proteção da propriedade intelectual e/ou industrial. Esta proteção possibilitará a transferência da invenção ou pesquisa para a sociedade de forma legal e, talvez, com certo retorno financeiro.

Ao todo, são 21 agentes de inovação designados pela portaria Nº 2483/2019, de 26 de novembro. Alguns têm perfil pra inovação, já possuem formação na área, uns são alunos do Mestrado Profissional em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação (Profinit), outros são professores e técnicos. Todos eles foram selecionados com base em um plano de trabalho apresentado no ato da inscrição. A carga horária de cada um varia de oito a quatro horas semanal, conforme anuência da chefia imediata deles. Os AIs trabalharão por dois anos (2020 e 2021) nos campi, auxiliando o NIT e os pesquisadores no registro de atividades relacionadas ao desenvolvimento de ações empreendedoras, à prospecção tecnológica, registro e transferência de tecnologia. “Com esta formação, buscamos criar um ambiente mais propício em nossa instituição para que as atividades de inovação possam ser ainda mais eficientes e consigamos fazer com que servidores e alunos participem desta agenda tão atual que é a inovação. Os agentes farão a prospecção daquilo que acontece no IFPA e pode gerar registro e proteção intelectual ou transferência tecnológica”, explica a Pró-reitora da Proppg Ana Paula Palheta Santana.

Na ocasião, além do acolhimento feito pelo Reitor, os AIs puderam falar sobre as expectativas quanto à função, sanar dúvidas, aprender sobre como acolher e atender da melhor forma os pesquisadores (o passo a passo do preenchimento de formulário de pedido de registro e redação de patentes), conhecer cases de inovação e registros .  Tiveram, também, a oportunidade de elaborar, em conjunto, o plano de ação para 2020 e receberam a missão de estabelecer parcerias com o setor produtivo para o desenvolvimento de processos e produtos que atendam às demandas de empresas e cooperativas, por exemplo.

 “Esta formação é muito importante para estabelecer e fortalecer a cultura da proteção da propriedade intelectual e inovação no IFPA. Os AIs vão ser um elo entre os campi e a Reitoria. Vão ajudar a orientar os pesquisadores e os alunos que querem informação de como podem proteger o conhecimento das tecnologias desenvolvidas por eles. Os AIs vão nos manter informados acerca de laboratórios do IFPA, de instalações e do potencial local para buscarmos parcerias com empresas. Depois do treinamento eles começam a atuar” esclarece o Coordenador do NIT, Elissuan do Nascimento Barros de Souza.

Para a Professora do curso Técnico em Informática, Campus Santarém, Caroline Pilletti, 35 anos, esta formação ajudou a esclarecer algumas dúvidas. “Foi fantástico estes dois dias. Venho de um campus muito novo, mas com muitas possibilidades de avançar no campo das pesquisas e principalmente quanto à propriedade intelectual. Estamos mirando um 2020 cheio de muito trabalho, mobilização e conscientização dos alunos e professores sobre a importância de registrar e proteger as pesquisas que  realizam e produtos que criam. Fizemos um calendário bem legal para o ano que vem e vamos acompanhando com o NIT todo este avanço. A gente espera que tenhamos um resultado maravilhoso, no final do ano que vem, para apresentarmos aqui”.

O Coordenador do Núcleo de Difusão de Tecnologia, Inovação e Extensão do IFPA, Campus Belém, Ivo José Paes e Silva, 55 anos, comenta que, após a seleção via edital, fez as capacitações ofertadas pelo NIT via web, mas esta etapa presencialmente ajudará a criar a rede de inovadores dentro do IF abrangendo todo o Estado do Pará. “É muito importante este momento para conhecer os demais agentes, trocar experiências e contatos para, em conjunto, trilharmos o caminho da inovação dentro do IFPA. A inovação é um ponto que pode levar nossa instituição a outro patamar. Muita coisa é feita e produzida dentro do Instituto, mas ainda é pouco registrada e difundida. Estas tecnologias, se registradas, podem dar retorno financeiro aos alunos, ao instituto e às empresas. O registro das inovações e tecnologias será feito pelo NIT, nós fomentaremos no campus a proteção do que é desenvolvido na instituição. Em todas as reuniões, que nos derem espaço, estarei lá para falar sobre inovação, proteção da propriedade intelectual e transferência de tecnologia. Agora sinto que não estou sozinho, estamos atuando em rede com pessoas que têm a mesma finalidade”, afirma.

 

Em todos os campi, os AIs atenderão o público diretamente no local atual de trabalho. Para melhor encontrá-los e divulgar a existência desta função no campus, o NIT forneceu um cartaz no qual o agente colocará o nome completo, local e horário de atendimento e o contato

 Agente de Inovação do IFPA e respectivo campus

Márcio Valério de Oliveira Favacho – professor – Abaetetuba – 6h

Yulle Gustavo Siqueira de Lima – professor – Altamira – 4h

Adelmar Alves de Aviz Junior – professor – Ananindeua – 8h

Ivo José Paes e Silva – técnico em audiovisual – Belém – 8h

Simone Nazaré da Silva Coutinho – bibliotecária – Belém – 5h

Rodrigo Pereira Barata – analista de TI – Bragança – 8h

Luã Caldas de Oliveia – professor – Breves – 8h

Fagner Freires de Sousa – professor – Cametá – 8h

Dayan Rios Pereira – professor – Castanhal – 8h

Tatiana Pará Monteiro de Freitas – professora – Castanhal – 8h

Janaína Muniz Picolo – professora – Conceição do Araguaia – 8h

Vilma Ribeiro de Almeida – professora – Itaituba – 8h

Caroline Araujo de Souza – professora – Marabá Industrial – 8h

Rafael Gomes Sousa – professora – Paragominas - 8

Renato Araújo da Costa – professor – Parauapebas – 8h

Daiane Martins Santos – técnica em contabilidade – Marabá Rural- 8h

Caroline Peixoto Pilletti Spinola – professora – Santarém -8h

Elton Carlos Bessa Moraes – professor – Tucuruí – 8h

Leandro Franco de Sá – professor – Tucuruí – 4h

Renato Hidaka Torres – professor – Vigia – 8h

 

NIT

O NIT está alinhado à Lei 10.973/2004 - Lei de Inovação regulamentada pelo Decreto nº 5.563/05 e deve gerir a política de inovação. Seus membros devem zelar pela manutenção da política institucional de estímulo à proteção das criações, licenciamento, inovação e outras formas de transferência de tecnologia; avaliar e classificar os resultados decorrentes de atividades e projetos de inovação; avaliar solicitação de inventor independente para adoção de invenção na forma do art. 23, do referido Decreto; opinar sobre a proteção das criações desenvolvidas na instituição; decidir quanto à conveniência de divulgação das criações desenvolvidas na instituição, passíveis de proteção intelectual; acompanhar o processamento dos pedidos e a manutenção dos títulos de propriedade intelectual da instituição.

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