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Máquinas de costura industrial do IFPA Campus Breves apoiam produção de máscaras de proteção à Covid-19 em Portel, no Marajó

  • Publicado: Sexta, 12 de Junho de 2020, 13h08
  • Última atualização em Sexta, 12 de Junho de 2020, 14h06
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O IFPA Campus Breves entregou no sábado, 06 de junho, cinco máquinas de costura industrial à Associação dos Moradores Agroextrativistas do Assentamento Acutipereira (Asmoga), localizada em Portel, um dos municípios que integra a área de abrangência de atuação do Campus. Os equipamentos já estão sendo utilizados na produção de máscaras de proteção contra o Coronavírus para serem doadas às 368 famílias das comunidades do assentamento e a outras pertencentes ao município de Portel.

 

A disponibilização das máquinas ocorreu por meio de um Termo de Cessão concedido ao Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) - associação brasileira sem fins econômicos, que se dedica a formar e capacitar pessoas e fortalecer organizações nos diversos aspectos e temas relacionados ao meio ambiente, desenvolvimento e à sustentabilidade. A entidade possui Acordo de Cooperação Técnica com o IFPA. A iniciativa faz parte das ações emergenciais de apoio às famílias das comunidades extrativistas apoiadas pelo IEB. A primeira etapa da ação, sem o uso dos equipamentos do IFPA, chegou a produzir 1200 unidades. A previsão é que a produção triplique com o uso dos equipamentos.

 

“A contribuição do IFPA é enorme, porque estávamos trabalhando com máquinas comuns de costura. E não somente as comunidades do Acutipereira serão beneficiadas, mas a gente está trabalhando para fazer máscaras e distribuir para comunidades de todo o município de Portel”, declarou Odivan Correa, presidente da Asmoga. Os equipamentos foram instalados na comunidade Santo Ezequiel Moreno e foram cedidos por 6 meses, sendo possível a prorrogação dessa disponibilidade por igual período. Para Eder Castro, coordenador de Patrimônio do Campus, “as máquinas vão ajudar muitas pessoas que não têm condições de adquirir máscaras. É uma grande contribuição à comunidade”, ressaltou.

 

Para o diretor geral do Campus Breves, Prof. Dr. Mário Médice, a ação ratifica o comprometimento do IFPA com o Marajó. “Vivemos um momento muito cruel e tenso e esta ação, entre as muitas que o IFPA realiza para a sociedade, representa nosso compromisso social. A comunidade Santo Ezequiel Moreno é um exemplo de organização e conta na sua atual diretoria com estudantes e egressos do nosso Campus, o que demonstra a nossa integração com a comunidade. É com enorme satisfação e honra que o IFPA contribui no combate e prevenção contra o coronavírus nas comunidades marajoaras”, destacou.

 

“Isso só foi possível porque o IEB tem um termo de cooperação com o IFPA no âmbito da formação e de articulações voltadas ao fortalecimento das comunidades. Com base nisso, foi possível fazer essa solicitação, repassando as máquinas para a comunidade Santo Ezequiel Moreno, onde dez moradores voluntários confeccionam as máscaras”, explicou Marcos Silva, assessor técnico de projetos no IEB.

 

Além das cinco máquinas de costura industrial do IFPA cedidas ao IEB e à Asmoga, ainda há 18 sob a responsabilidade da Prefeitura de Breves, que providenciou a manutenção dos equipamentos com o objetivo de também destiná-las à produção de máscaras de proteção. O maquinário integra a infraestrutura preparada para a oferta do curso FIC em Costureiro Industrial do Vestuário, a ser realizado em parceria com a prefeitura.

 

 

O combate do coronavírus na Acutipereira

 

Dados do Observatório do Marajó apontam que Portel é o segundo município com o maior número de casos confirmados de coronavírus na região, com 171 contaminados nos primeiros 40 dias da pandemia – a contar do primeiro registro da doença, ocorrido em 15 de abril. Breves, município vizinho, é o primeiro colocado nas estatísticas do Observatório.

 

Teofro Lacerda, liderança comunitária na comunidade Santo Ezequiel Moreno, pontua que a produção e distribuição das máscaras busca preencher lacunas nas necessidades das famílias locais. “Essa iniciativa veio num momento muito bom porque o povo do nosso município está sendo abandonado, não tivemos nenhum apoio do poder público para fazer esse tipo de ação nas comunidades. Tampouco para nos orientar de como se defender do vírus. As mulheres comunitárias estão se empenhando na produção das máscaras. Agradecemos muito o apoio”, comentou.

 

Sobre os casos de covid-19, Odivan Correa, conta que, apesar do isolamento não ser cumprido por todos, os números ainda são baixos. “Há comunidades sem registros oficiais da doença e, em todo o assentamento, ainda não tivemos óbitos ligados ao coronavírus. O acesso às comunidades é por rio e estrada, o que dificulta o controle sobre a entrada e saída de pessoas. Na comunidade há um posto de saúde, mas não possui material para fazer testes. Quando é preciso fazer, temos de ir para a cidade. E tem ainda ações do governo que levam profissionais de saúde até as comunidades para fazer os testes, mas não é em uma frequência suficiente”, explicou.

 

Para viabilizar a produção das máscaras de proteção, o IEB contribui com recursos destinados à aquisição de matéria-prima. Além disso, junto com outras 40 entidades, a instituição promove a campanha “Proteção para as populações amazônicas”, que visa arrecadar R$ 30 mil para a ampliação das ações de combate ao coronavírus em comunidades extrativistas de Breves, Portel, Porto de Moz e nordeste paraense. As doações podem ser feitas por meio do site benfeitoria.com/protecaoamazonia.

 

 

 

 

 

 

*Com informações do IEB e do Observatório do Marajó

 

 

 

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