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Curricularização da extensão e Neabi devem ser implementados no IFPA em 2019

Fórum dos Gestores de Extensão definem várias ações a serem desenvolvidas pelos campi

  • Publicado: Terça, 20 de Novembro de 2018, 17h08
  • Última atualização em Terça, 20 de Novembro de 2018, 17h50
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A Curricularização da Extensão e a implementação dos Núcleos de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi) foram outros temas discutidos na tarde de encerramento do Fórum dos Gestores de Extensão. O evento foi realizado, de 8 a 9 de novembro,no auditório do Centro de Educação a Distância (Cetead) localizado na Reitoria do IFPA.

 O chefe do Departamento de Ensino Superior, José Edivaldo Moura da Silva, explicou que o Instituto Federal do Pará (IFPA), depois de um amplo processo de discussão, iniciado em 2016, elaborou a Política de Curricularização da Extensão. Apresentou vários exemplos de extensão que já são realizados em muitos campi e que, a partir do ano que vem, precisam ser apresentados como projeto para ser incluído na carga horária da disciplina e no currículo do curso.

“Somos referência na Rede Federal por termos esta Política que estabelece diretrizes, fluxos e procedimentos. Precisamos começar as ações efetivas da curricularização da extensão. Nós já desenvolvemos projetos de extensão, mas precisamos, a partir de agora, saber como prever esta carga horária destes projetos de extensão dentro das matrizes curriculares. Como os cursos de graduação passarão por um amplo processo de reformulação curricular de 2019 a 2020, é fundamental que estas experiências se iniciem para embasar este trabalho”, afirma Edivaldo.

Para a curricularização da extensão é preciso seguir um determinado fluxo e procedimentos: ser realizada uma chamada interna pra submissão de projetos, submissão de projetos pelos professores, análise dos projetos pelo colegiado do curso, homologação e validação dos projetos, acompanhamento dos projetos pela coordenação e colegiado, relatório final apresentado pelo professor, aprovação do relatório ao colegiado e certificação do Setor de Extensão. Para a validação dos projetos, os mesmos devem ser encaminhados à Pró-reitoria de Extensão/Pró-reitoria de Ensino e Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação.

Em breve, os coordenadores deverão discutir sobre a necessidade de iniciar as atividades de curricularização da extensão dentro dos campi. “Nós já discutimos a política e apresentamos as atividades e fluxos, fizemos a sensibilização dos gestores. Agora, é só colocar a mão na massa. É preciso pensar dentro do percurso formativo para determinado curso como se destina, pelo menos, 10 % da carga horária para projetos e programas de extensão. Como eu pego, pelo menos 10% da matriz curricular e faço com que se destine a atividades que vão dar um retorno para a sociedade do conhecimento produzido”, destaca Edivaldo.

A extensão consiste em atividades em que a comunidade recebe conhecimentos ou se beneficia com a troca de saberes. Trata-se de projetos e trabalhos em que o Instituto vai até a população ou abre o ambiente escolar para a visita. Tudo isso precisa estar devidamente documentado no currículo de cada curso e das disciplinas.

 

 

Neabi é instrumento de inclusão

Durante o Fórum dos Gestores de Extensão, a Proex buscou sensibilizar os gestores para o fato de, até o momento, oito campi terem constituído o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi) e, destes, apenas quatro estarem ativos.

O Neabi é um espaço de formação para discutir e pensar a inclusão, as relações etnicorraciais, políticas de ação afirmativa, diversidade, temas como equidade racial e racismo, ensino e difusão de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, em prol de uma formação para a cidadania responsável e para construção de uma sociedade justa, de igualdade de direitos e democrática, tudo de forma transversal, fomentando ensino, pesquisa e extensão. No Instituto, a criação do Núcleo deu-se através da portaria nº 26-GAB de 7 de junho de 2006 e possibilitou o início de ações no sentido de implementar a Lei nº 10.639/2003. Em 26 de novembro de 2010, já enquanto Instituto Federal, o IFPA, por meio da Resolução 053/2010 aprovou a alocação de Neabi’s em todos os campi.

Dada a importância destes núcleos de estudos, a Proex aproveitou o Fórum para sensibilizar os gestores sobre a necessidade de cumprir a Lei nº 10.639 e reativar os núcleos ou criá-los onde ainda não foram efetivamente implantados. “Em 2019, os Neabis precisarão ter constituído os grupos de pesquisas e trabalhos compostos por alunos para a realização de ações ao longo do ano. Para isso, precisaremos estabelecer a política, definindo as diretrizes que irão nortear a forma como se deve proceder dentro dos núcleos; realizar o encontro entre os coordenadores para a troca de experiências; promover, por exemplo, eventos como cinedebate, feiras e festivais para que as ações pedagógicas sejam realmente transversais. O objetivo é que os alunos negros, indígenas e quilombolas possam se identificar e construir a própria identidade. Nesse sentido, o Neabi seria extremamente importante no processo de construção da cidadania”, destaca a técnica em assuntos educacionais da Proex, Maíra Fernanda Tavares de Melo.

 

 

Veja fotos do evento aqui.

Assista à gravação do evento aqui.

 

Texto: ASCOM IFPA Reitoria

 

 

 

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