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IFPA assegura a presença das mulheres na pesquisa

Proppg comemora o “Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência” e destaca que mais de 50% do quadro de pesquisadores do Instituto são mulheres

 

  • Publicado: Segunda, 11 de Fevereiro de 2019, 14h16
  • Última atualização em Terça, 12 de Fevereiro de 2019, 10h46
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O progresso e a sustentabilidade, com os quais nossa sociedade tanto sonha e busca, devem começar pela garantia de direitos e dignidade das mulheres ao acesso e incentivo à criatividade e inovação na educação e no fazer ciência. Nesta segunda-feira, 11 de fevereiro, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), por meio da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (PROPPG), em ação conjunta com a Assessoria de Comunicação (Ascom) do IFPA, comemora o “Dia Internacional das Mulheres e das Meninas na Ciência”.

A celebração da data reforça o compromisso do IFPA com a promoção da equidade de gênero na Ciência. As mulheres, ainda hoje, continuam sendo alvo de estereótipos que as condicionam a não sonharem com níveis elevados de educação e carreiras científicas.  Para mudar esta realidade é preciso refletir sobre as dificuldades para cientistas chegarem aos cargos de liderança e a importância de incentivar meninas a se interessarem e escolherem as carreiras de ciências como meta profissional.

A Pró-reitora da Proppg, Ana Paula Palheta Santana, explica que esta é a primeira vez que se comemora a data na instituição e este Dia cria um espaço de diálogo com a sociedade para demonstrar que o IFPA estimula e dá condições para que, independente do gênero, os alunos e pesquisadores possam acessar o mundo da pesquisa, da ciência e da tecnologia como sendo um espaço igualitário, destacando as boas produções científicas de acordo com as áreas do conhecimento.

Ao longo de 10 anos, o cenário e configuração dos gêneros na função de docentes e discentes mudaram muito. Hoje, de acordo com os dados da Proppg, mais de 50% dos pesquisadores do IFPA são mulheres: dos 1.594 pesquisadores, 861 são mulheres. Ao todo, coordenado pela Proppg são 122 grupos de pesquisas aprovados pela Capes, dos quais 29 são liderados por mulheres. Dos 50 alunos engajados em projetos de Pesquisa e Inovação, pelo menos 29 bolsistas são mulheres.

“Estes dados são relevantes e Proppg, a partir deste ano, juntamente com a Ascom, busca trazer à pauta da ruptura destas representações sociais que indicam determinado lugares e espaços para a formação das mulheres, nossas alunas, e outros que são diferenciados e melhores para os homens. Pretendemos colocar no mesmo patamar de desenvolvimento da pesquisa científica, de formação e capacidade técnica, abstração e com dedicação para que as meninas tenham as mesmas condições de orientações e acesso ao mundo acadêmico e científico do qual já fazemos parte historicamente. Se nós formos buscar o passado da ciência no Ocidente, a gente vê claramente figuras femininas que foram invisibilizadas ao longo da história. Temos isto na matemática, na engenharia e nas ciências sociais igualmente. O “Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência” é importante para mostrar que nós mulheres temos produção, fazemos parte do mundo científico. Estamos aqui, podemos realizar pesquisa como qualquer outra pessoa e podemos sonhar com as áreas de pesquisa científica e tecnológica como profissão”.

 

Para a Pró-reitora, homenagear as cientistas, docentes e estudantes, destacar o protagonismo e sucesso delas, é uma forma de incentivar as estudantes a se interessarem pela ciência. Ao longo do mês de fevereiro, em alusão à data, serão veiculados, no site do IFPA, matérias com algumas de nossas cientistas.

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Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência

Aprovado pela ONU em dezembro de 2015, o “Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência” visa a promoção e o fortalecimento de ações para o acesso integral e igualitário da participação feminina na ciência.

As mulheres são consideradas essenciais para o desenvolvimento e monitoramento de pesquisas em áreas como saneamento, segurança alimentar e hídrica, gerenciamento de mudanças climáticas e dos ecossistemas, na busca de um mundo sustentável. No entanto, de acordo com os dados da ONU, de 2018, no mundo, menos de 30% dos cientistas são mulheres.

A data serve não só para despertar o olhar das meninas para a área de pesquisa e ciência como opções profissionais, mas para valorizar as que já buscam solucionar diversos problemas por meio de seu protagonismo como cientistas.

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