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Diretores de Ensino e membros das CPE's do IFPA participam do I Seminário sobre Permanência e Êxito

  • Publicado: Quarta, 06 de Dezembro de 2017, 20h53
  • Última atualização em Segunda, 11 de Dezembro de 2017, 22h49
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Temas como evasão e retenção escolar estão vinculados à ideia de “fracasso escolar”, ambos têm raízes em fatores de ordem individual, institucional e social. Identificar esses fatores foi a tarefa estipulada pela Comissão de Permanência e Êxito Institucional do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA) em 2015. De lá para cá, cada campus vem identificando as causas e realizando ações para reduzir as taxas de abandono de cursos. A Pró-Reitoria de Ensino do IFPA (Proen), para socializar todas as ações desenvolvidas até agora e dar continuidade às ações, organizou o I Seminário de Permanência e Êxito juntamente com a Reunião dos Diretores de Ensino. O evento aconteceu no IFPA Campus Belém entre os dias 5 e 7 de dezembro.

O Diretor de Avaliação Institucional da Pró-Reitoria de Desenvolvimento Institucional (Prodin), Tiago de Oliveira Vieira, membro da Comissão de Permanência e Êxito Institucional (CPE), apresentou a Plataforma Nilo Peçanha da Rede Federal de Educação Profissional Científica e Tecnológica e buscou explanar sobre a necessidade de ter dados coerentes para gerar informações consistentes. Comentou sobre o Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (Sistec) que prevê o registro dos alunos na instituição até seu êxito ou evasão. E destacou o conceito e a importância dos indicadores e estatística educacionais, as leis que fundamentam a criação de política de permanência e êxito acórdãos do TCU, Termo de Acordo de Metas, o Ofício Circular 60/2015, lei 11.892/08, Plano Nacional de Educação e Lei de Acesso à informação.

Se queremos informações confiáveis, nós devemos alimentar o sistema com dados e de forma a não gerar inconsistências. Para criarmos esse banco de informações dependíamos de um marco regulatório, da capacitação da rede de atores e do aparato tecnológico. Com a Plataforma Nilo Peçanha, para se ter estatísticas, depende-se de três etapas: coleta de dados, validação desses dados e publicação”, explica o diretor durante a disseminação das informações sobre a Plataforma Nilo Peçanha.

Evasão e permanência

Fizemos um levantamento para entender as causas da evasão. Com base neste diagnóstico foi elaborado um plano para combatê-las. Buscamos implantar ações integradas com assistência estudantil, setor psicossocial e a Diretoria de Ensino de cada campus. Hoje, estamos apresentando os resultados e dando andamento às ações de acordo com a Política de Educação Profissional e Tecnologia do Ministério da Educação (Setec/MEC), com base na nota técnica 138, DDR/2015 (Setec)”, explica a Diretora de Políticas Institucionais Marta Caetano.

As causas da evasão no IFPA são complexas, cada campus tem suas peculiaridades. Dentre os motivos individuais mais alegados, identificamos que a evasão na Educação Básica e na Educação Superior ocorre, principalmente, pela necessidade que o aluno tem de trabalhar. O trabalho acaba reduzindo o tempo disponível para os estudos. Outro fator recorrente ainda é a gravidez precoce e problemas financeiros para se locomover até o campus. Além destes, há os fatores internos, relacionados a falhas estruturais e de pessoal. Dentre estes, os que mais causam desistências, são os atrasos no calendário escolar, ausência de metodologias pedagógicas satisfatórias, distância entre as casas e o campus. Neste sentido, o Plano Institucional é norteador, contempla a realidade de cada campus com base no que se dispõe de recursos, possibilita ao gestor analisar e ver o que é possível ser feito para cada aluno”, conclui a diretora.

A Diretora de Ensino do IFPA Campus Breves, Luara Musse, esclarece que o trabalho desenvolvido desde 2015 vem trazendo bons resultados no combate a evasão em sua unidade. “Conseguimos reverter o quadro de evasão em Breves. Com o trabalho da Comissão de Permanência e Êxito, em parceria com a equipe pedagógica e psicossocial, conseguimos mudar as estatísticas. Antes, de uma turma de 40 alunos, se formavam 10. Agora em 2016, de uma turma de 40 alunos, 36 alunos concluíram o curso. Tudo por que buscamos conversar com o estudante que estava faltando às aulas, identificar as causas que poderiam levá-lo à desistência. Fomos às casas para conversar com ele e com os familiares, para juntos construir uma solução e propor alternativas adequadas a cada caso. Por exemplo, nos casos de gravidez precoce, a mãe não mais abandona os estudos como antes, pois ela pode retorna depois para continuar os estudos. Os alunos que reprovam em uma disciplina, a solução foi ofertar a disciplina em outro semestre”, explicou Luara sobre as ações adotas em seu campus.

A Pró-Reitora de Ensino, Elinilze Guedes Teodoro, ressalta a importância do Seminário de Permanência e Êxito e da Reunião dos Diretores de Ensino. “Os diretores de ensino se reúnem a cada três meses ou quatro meses. São reuniões muito importantes para socializarem e acompanhar o que estão realizando. Nesta semana apresentamos os cenários dos indicadores educacionais na Rede Federal de Educação e no IFPA e a Plataforma Nilo Peçanha. Trouxemos o histórico de atuação dos campi junto ao SISTEC para consolidar o planejamento. E buscamos debater sobre os instrumentos integradores para gestores de ensino nos campi do IFPA, sobre a assistência estudantil, o processo seletivo unificado e o processo de rematrícula online. O último dia é totalmente dedicado a palestras e oficinas, tratando sobre recuperação paralela e monitoria, planejamento de ensino, normativa sobre educação no campo, políticas de formação de professores no IFPA”, conclui a Pró-Reitora.

 

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Texto: ASCOM IFPA Reitoria

Fotos: Daniela Gomes - ASCOM IFPA Reitoria

 



 

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