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IFPA incentiva meninas a praticarem ciência desde o Ensino Médio

  • Publicado: Sexta, 09 de Fevereiro de 2024, 15h18
  • Última atualização em Sexta, 09 de Fevereiro de 2024, 15h19
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De acordo com os dados divulgados pela Unesco, agência da Organização das Nações Unidas (ONU), as mulheres representam apenas 28% dos pesquisadores no mundo e essa diferença é ainda maior quando se trata de cargos de liderança. Para tentar mudar esse quadro, o Instituto Federal do Pará (IFPA) incentiva a participação feminina na ciência, esse é um dos compromissos assumidos pela Reitora, Ana Paula Palheta, que vem de uma longa trajetória na ciência e visa estimular mais meninas a ingressarem no universo científico.

Ana Paula Palheta trabalha na instituição desde 2005, atuou por oito anos como Pró-Reitora de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação e, atualmente, é Reitora do Instituto. Ela iniciou na ciência em 1997, quando ganhou sua primeira bolsa de iniciação científica. “A atividade científica fez com que eu compreendesse e percebesse o quão fundamental é a ciência para nos explicar não somente os fenômenos, mas muitas vezes aquilo que nós mesmos somos como seres humanos”, destaca a Reitora.

Para que outras mulheres tenham oportunidade de adquirir essa compreensão de mundo e fazer ciência, o IFPA cria um ambiente propício para o surgimento de novas cientistas. “Faz cinco anos que o IFPA investe sistematicamente e de forma contundente na formação de meninas e mulheres cientistas, esse nosso apoio e incentivo não ocorre somente no que diz respeito às nossas políticas institucionais, mas elas iniciam com essas políticas, sobretudo a de iniciação científica que oportuniza, desde o Ensino Médio Integrado, que uma adolescente possa ter acesso a sua primeira bolsa de Iniciação Científica. E com isso, começa o trabalho do despertamento da vocação científica, que é o que a gente espera alcançar”, afirma Ana Paula Palheta.

O IFPA possibilita que suas alunas realizem ciência desde o Ensino Médio até à pós-graduação, pois, ao ingressar em um curso do Instituto, é possível ingressar também em grupos de pesquisa de diversas áreas do conhecimento. Os grupos de pesquisa são ambientes de discussões de problemas, pesquisas bibliográficas, pesquisas práticas, elaboração e testes de protótipos para construir soluções novas com base científica aplicada. Há grupos de pesquisa nas mais diferentes áreas como as ciências biológicas, agrárias, engenharias, informática, letras e artes, ciências humanas, cultura maker, meio ambiente e sustentabilidade, Ciências de alimentos, dentre outras áreas.

Há ainda diversos laboratórios onde os testes das pesquisas podem ser realizados e os protótipos podem ser construídos para execução dos projetos desenvolvidos. O IFPA possui vários programas de bolsas para projetos de pesquisa, como o Edital Meninas na Ciência, que concede bolsas a meninas para o desenvolvimento de pesquisa. O Instituto também oferta o Edital de Auxílio Assistência à Pesquisa que concede bolsas em projetos de pesquisa aos estudantes em situação de vulnerabilidade social.

Desafios

Mesmo com os incentivos, as mulheres ainda enfrentam muitos desafios em qualquer área profissional, inclusive a científica. Um estudo recente mostrou que elas representam apenas 24% dos beneficiários da bolsa produtividade, um subsídio do governo brasileiro concedido aos cientistas mais produtivos do país. “Os desafios que nós mulheres enfrentamos na carreira científica é muito parecido com o que mulheres profissionais de outras áreas também passam. No período de licença maternidade, a gente acaba ficando sem produzir, tivemos recentemente um caso escandaloso do CNPQ negando bolsa para mulheres que tinham uma carreira maravilhosa, mas deixaram de produzir no momento em que entraram de licença maternidade”, explica a Reitora.

Ana Paula Palheta também enfatiza que o Instituto está sempre atuando em busca de diminuir a assimetria de gênero que existe não somente na ciência, mas em outras áreas da vida social. “No Instituto Federal do Pará, a gente entende que o projeto ‘Meninas na ciência’, com a política e Edital, já está consolidando a nossa instituição como uma grande indutora da carreira acadêmica científica de meninas e mulheres e a gente pretende, num futuro muito breve, levar para outras instituições públicas e privadas, para que nós tenhamos uma jornada Estadual de meninas e mulheres na ciência. Esse é um projeto de médio prazo, mas eu tenho certeza que toda a sociedade paraense vai ser beneficiada com os seus resultados”, adianta Ana Paula Palheta.

V Jornada Meninas na Ciência

Nos dias 20 e 21 de fevereiro, no Campus Belém do IFPA, será realizada a V Jornada Meninas na Ciência, um evento destinado a meninas cientistas que atuam em projetos de pesquisa com atividades de ciência, tecnologia e inovação, nos mais diversos municípios do estado do Pará e nas diversas áreas do conhecimento, do Ensino Médio à graduação.

A programação vai contar com palestras, apresentação de trabalhos, mesas redondas e roda de conversa. O principal objetivo é aproximar as meninas pesquisadoras ao papel de uma mulher cientista em diferentes áreas de atuação, ampliando os horizontes das bolsistas que cursam o Ensino Médio (integrado ou subsequente) ou uma Graduação (bacharelado, licenciatura ou tecnólogo) no IFPA, a fim de humanizar a figura de uma cientista.

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