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IFPA promove reflexão sobre o Dia da Consciência Negra com programações em vários campi

  • Publicado: Quarta, 20 de Novembro de 2019, 13h05
  • Última atualização em Quarta, 20 de Novembro de 2019, 13h14
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Em 2003, a Lei n° 10.639 determinou a inclusão da temática “História e Cultura Afro-Brasileira” no currículo escolar. Esse mesmo documento estabeleceu que as escolas comemorassem a consciência negra em 20 de novembro, mas só em 2011, com a Lei n° 12.519, que a data foi oficializada, nascia assim o Dia da Consciência Negra. O dia 20 de novembro foi escolhido por fazer referência à morte de Zumbi dos Palmares, símbolo de resistência e da luta dos africanos contra a escravização.

O Dia da Consciência Negra celebra e relembra a luta dos negros contra a opressão no Brasil e discute questões como racismo e desigualdade, reforçando e incentivando a luta por uma sociedade mais justa. Cientes da importância desse dia, vários campi do Instituto Federal do Pará (IFPA) estão promovendo, ao longo dessa semana, programações em alusão à data, o objetivo é refletir e vivenciar situações de valorização da cultura étnica racial, associando essas propostas aos conteúdos de sala de aula, como a ludicidade africana, a literatura e a arte, além de promover o conhecimento e a valorização da história e da cultura africana, afro-brasileira e indígena.

Em Abaetetuba acontece o evento “A negritude e suas múltiplas possibilidades”, no Campus Ananindeua haverá seminários sobre o tema, em Belém será realizado o encontro “Territórios da negritude e a resistência cultural”, o Campus Breves promove a “Mostra Afro por uma educação racial no Arquipélago do Marajó: valorizando as diferenças”, o IFPA de Castanhal realiza o “Congresso Multidisciplinar sobre mulheres negras e indígenas”, no Campus Marabá Industrial acontece o “Seminário da Consciência Negra”, em Itaituba uma roda de conversa sobre a formação do negro na sociedade paraense faz alusão à data, o IFPA de Conceição do Araguaia promove o “III Africanidades – Semana da Consciência Negra”, em Tucuruí será realizado o “Encontro Unificado Étnico Racial de Tucuruí” e o Campus Parauapebas promove a “IV Semana da Consciência Negra – Juventude e Resistências”.

As programações são variadas e englobam seminários, palestras, rodas de conversa, lançamento de livro, desfile de beleza afro, apresentação de trabalho, minicurso, apresentações culturais e oficinas de capoeira, produção de turbante e de música da matriz africana. “O evento tem uma relação dialética com o que é feito dentro do campus, os alunos participam da construção do evento, expõem trabalhos e ao mesmo tempo trazem esse impacto para a comunidade acadêmica e pra comunidade local através dessa profusão de informações. Eu acho bem válido cada vez mais trazer luz a essa discussão e compartilhar esse conhecimento com todos”, defende o professor do IFPA Conceição do Araguaia, Bruno Borda, organizador do evento no Campus.

O professor Douglas de Oliveira, Coordenador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) do Campus Abaetetuba, explica que a data não deve ser vista como mera celebração. “Essa data carrega uma grande relevância que não se traduz especificamente a um dia de comemoração, é uma data que versa sobre a resistência da comunidade negra do Brasil como um todo e traz uma reflexão de como nós, negros e negras, ainda temos, em pleno século XXI, que discutir e lutar pelos nossos direitos, pela garantia de equidade e igualdade, para que cesse o genocídio da juventude negra nas periferias, para que os crimes de intolerância religiosa e racismo institucional não mais perpetuem. Então, essa data é de fundamental importância, é uma data de resistência e de problematização das questões que ainda não foram resolvidas, principalmente no que diz respeito a nossa esfera particular da educação, à prática de uma educação antirracista”, conta o professor.

NEABI

Promover eventos que valorizem a história e cultura dos povos africanos, afro-brasileiros e indígenas, a importância desses povos na construção histórica, cultural política e social do país é um dos deveres do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi), presente nos campi do IFPA. A Política que institui os Neabis foi pensada de acordo com as leis de ações afirmativas que versam sobre a inclusão de temáticas referentes à história e trajetória dos negros e indígenas no Brasil nos Ensinos Básico, Técnico e Superior. No IFPA, essas temáticas estão incluídas nas áreas do ensino, da pesquisa e da extensão.

A principal missão do Neabi é fortalecer a comunidade negra e indígena da Instituição, contribuindo para a promoção da equidade racial e dos Direitos Humanos e buscando a superação do racismo e outras formas de discriminações. Cabe ao IFPA estimular e dar subsídio à promoção de ações afirmativas sobre africanidades, etnicidade, Cultura Negra e História do Negro e Indígena, conforme a demanda de cada Campus, além de acompanhar os programas, projetos e ações sobre a temática.

 

Texto: Lívea Colares | Jornalista | ASCOM IFPA Reitoria

 

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