Estudantes garantem ouro em Olimpíada Nacional de Ciências (ONC)
Cerca de 500 estudantes dos campi Breves e Itaituba participaram da Olimpíada Nacional de Ciências (ONC) 2024. A participação garantiu duas medalhas de ouro e duas menções honrosas. Organizada pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação (MCTI), a ONC é uma competição nacional.
A ONC envolve duas fases: A primeira fase, com questões de múltipla escolha, ocorreu entre os dias 15 e 17 de agosto; a segunda fase, com questões dissertativas, aconteceu entre os dias 12 e 13 de setembro. O objetivo da ONC é proporcionar atividades para os estudantes desenvolver habilidades de interpretação e uso do raciocínio lógico. A lista dos medalhistas foi divulgada em outubro.
A competição aborda conhecimentos das disciplinas de Astronomia, Biologia, Física, Química e História. Integra o Programa Ciência na Escola da Associação Brasileira de Química (ABQ), Departamento de História da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Instituto Butantã (IB), Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), Sociedade Brasileira de Física (SBF). A inscrição e participação na ONC é gratuita. E as provas são aplicadas em duas fases.
No Campus Breves, 240 estudantes dos cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio participaram da ONC. Eles contaram com o suporte dos professores das disciplinas envolvidas. Dentre eles, pelo segundo ano consecutivo, a estudante do 3º do curso Técnico em Informática, Ana Beatriz dos Santos Medeiros garantiu medalha de ouro.
“A participação dos estudantes do IFPA Campus Breves reflete o comprometimento da instituição com a excelência acadêmica e o desenvolvimento científico”, explica o coordenador da ONC professor Adenilton Camilo da Silva.
O Campus Itaituba inscreveu 287 estudantes dos cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio. Eles contaram com a coordenação e apoio dos professores Éfrem Colombo Vasconcelos Ribeiro e Corina Fernandes de Souza. Dentre eles, três se destacaram. O estudante do 3º ano do curso Técnico de Edificações, Erick de Farias Costa garantiu ouro. E outros dois do curso Técnico em Informática, Gustavo Wagner do Nascimento da Silva (3º ano) e Hadson Vinícius Queiroz da Silva (1º ano) garantiram menção honrosa.
Estreante em olimpíadas, Erick de Farias comenta que o ouro na ONC é resultado da dedicação aos estudos de todas as áreas desde que decidiu que vai passar em medicina. "As matérias que são cobradas pela ONC é justamente Biologia, Química, Física, História e Astronomia. Com exceção deste último, são conhecimentos que eu estudo para passar no vestibular, pois serão exigidas pelo Enem".
Professora Corina explica que esta foi a primeira participação do campus Itaituba na ONC. Uma estreia significativa com dez alunos participando da segunda fase. “A competição no campus faz parte de um projeto de ensino denominado " Incentivar e Medalhar" que tem o objetivo de incentivar os alunos a fazerem olimpíadas do conhecimento”.
“Ao participarem das olimpíadas, os alunos testam o aprendizado e enfrentam desafios que ampliaram a compreensão das áreas de ciência, contribuindo para o fortalecimento da educação científica na região”, acrescenta professor Adenilton.
Professor Adenilton avalia que é importante incentivar os alunos a participarem da ONC. Comenta que esta olimpíada é ímpar para os estudantes. Por meio da nota da prova, eles podem averiguar seus conhecimentos “a partir de uma avaliação externa muito bem contextualizada”. “A ONC serve para os estudantes desenvolverem o pensamento crítico, a autoconfiança e aprimorar habilidades em processos seletivos. É um incentivo a buscar carreiras científicas”. Cada vez mais, as universidades estão usando os resultados de olimpíadas científicas no processo de ingresso no nível superior, como é o caso da USP, Unicamp e Unesp, destaca professor Adenilton.
Dada a importância das olimpíadas científicas, o professor Adenilton observa que será importante incluir as olimpíadas ao calendário letivo dos campi a fim proporcionar a vivência e experiência das competições aos demais estudantes. Considera, também, importante a elaboração de projeto de extensão/ensino para garantir carga horária docente de modo a proporcionar aulas mais específicas e direcionadas às olimpíadas. Para melhorar o desempenho dos alunos nos próximos anos, explica que pretende aplicar simulados de olimpíadas anteriores aos seus alunos. E espera poder incentivá-los a participar de outras olimpíadas: química, física, matemática, biologia e astronomia.
Dicas para quem deseja ser ouro na ONC
Ana Beatriz, medalhista de ouro em duas edições consecutivas da ONC (2023 e 2024) comenta que a experiência adquirida com a participação na edição anterior a ajudou muito. Nesta edição 2024, ela já tinha uma noção de como era o estilo de prova, o que, aliado aos estudos para o vestibular, lhe ajudou a garantir pontuação para avançar à segunda fase. Ela explica que as questões discursivas são mais complexas e exigem um conhecimento mais específico da área.
Sobre a nova medalha de ouro, Ana Beatriz comemora. “Significa que estou no caminho certo para o que planejo para o meu futuro acadêmico e pessoal. É uma grande conquista poder chegar nesse resultado duas vezes consecutivas”. Focada nos estudos para o vestibular, ela agradece todo apoio que recebeu dos pais e irmãos e, em especial, do professor. “Fiquei feliz ao saber que tinha conseguido novamente, foi uma honra poder representar o Instituto que me acolheu muito bem nesses últimos 3 anos. O apoio do professor Adenilton, de Química, foi fundamental”.
Para os estudantes que desejam conquistar um ouro na ONC, Ana Beatriz aconselha a acreditarem em si mesmos e continuar estudando sem desanimar. “Para conquistar um futuro melhor pra si e para a comunidade estudantil em geral, pois quando um aluno alcança algo grandioso, muitos outros se inspiram e permanecem firmes para chegarem onde sonham”.
De todos os momentos da ONC, a estudante comenta que o mais memorável foi ser aprovada para a segunda fase juntamente com outras duas amigas dela. A parceria com elas foi importante para conseguir conciliar os estudos do terceiro ano, que é mais puxado em conteúdos, trabalhos e provas, com os da competição. “Mas organizando o tempo e as matérias, é possível conseguir ver os conteúdos todos”, assegura Ana Beatriz.
A medalhista afirma que não existe segredo para o ouro. Ela também já participou da Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB). “Se o aluno é interessado e recebe apoio da instituição, ele conseguirá alcançar grandes resultados, precisa apenas de um direcionamento para seus estudos”, confessa Ana Beatriz.
“Fiz a ONC pela primeira vez em 2023, logo após a divulgação da olimpíada no IFPA campus Breves. Foi uma surpresa passar para a segunda fase, e logo após veio a medalha de ouro, que foi uma grande motivação para a realização este ano também”, relembra Ana Beatriz.
Medalhistas de Ouro:
-Ana Beatriz dos Santos Medeiros - 3º Ano do Ensino Médio – Campus Breves
- Erick de Farias Costa - 3º ano de Edificações – Campus Itaituba
Menções Honrosas:
- Gustavo Wagner do Nascimento da Silva - 3º ano de Informática – Campus Itaituba
- Hadson Vinícius Queiroz da Silva - 1º ano de Informática – Campus Itaituba