Puxirum coloca em pauta a sustentabilidade, a inclusão e os saberes dos povos das águas e das florestas
O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) do Instituto Federal do Pará (IFPA), campus Breves, realizou entre os dias 16 e 18 de junho o IV Puxirum 2025: Sustentabilidade, Inclusão e Saberes dos Povos das Águas e das Florestas.
O termo "Puxirum", de origem tupi, refere-se à prática do mutirão em comunidades amazônidas — a união de esforços em prol de um objetivo comum. O evento resgatou esse espírito de colaboração entre coletivos, redes de Neabis e Reneabis, grupos correlatos do IFPA, instituições, pesquisadores, além de representantes dos povos quilombolas, ribeirinhos e indígenas.
Participaram do evento pesquisadores de alguns campi do IFPA, lideranças indígenas e quilombolas, representantes de comunidades ribeirinhas e membros da comunidade acadêmica. O objetivo foi fortalecer redes de pesquisa e de saberes, além de discutir estratégias para a garantia de direitos e a promoção da sustentabilidade socioambiental nas comunidades atendidas pelos campi.
Segundo Etiane Patrícia dos Reis da Silva Macêdo, coordenadora da Rede de Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas do IFPA (Renneabi), o Puxirum é um exercício de diálogo, reflexão e produção científica que visa fomentar estratégias, metodologias e teorias relacionadas ao ensino de pautas indígenas, indigenistas e das populações tradicionais. A palavra "Puxirum" (também grafada "Pixirum") significa "mutirão" em tupi.
O evento foi um espaço extremamente rico para a socialização das produções acadêmicas do IFPA. “Foi um momento de encontros e reencontros, de construção e troca de saberes. Reuniu pesquisadores que produzem ciência em parceria com os povos das águas e das florestas, abordando temas como arqueologia da Amazônia, educação escolar indígena e quilombola, e pedagogia da alternância”, avalia Etiane Macêdo.