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Escola Nacional de Turismo, no IFPA, entrega mais de 900 certificados

  • Publicado: Sexta, 11 de Julho de 2025, 17h20
  • Última atualização em Sexta, 11 de Julho de 2025, 17h20
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No último dia 10 de julho, foi realizada a certificação dos concluintes dos Ciclos 2, 3 e 4 da Escola Nacional do Turismo, em Belém. Mais uma vez foi escolhida, como palco solene, um símbolo turístico da capital paraense: o anfiteatro do Espaço São José Liberto. A Escola Nacional do Turismo é uma realização do Ministério do Turismo em parceria com o Instituto Federal do Pará, que juntos implantaram a pioneira unidade no Pará.

No evento, além dos concluintes e seus familiares, estiveram presentes o Ministro de Estado do Turismo e presidente do Conselho Executivo da ONU Turismo, Celso Sabino, o pró-reitor de Ensino do Instituto Federal do Pará (IFPA), Arthur Boscariol, o diretor da Escola Nacional do Turismo, Marcos César Barbosa, a coordenadora da Escola Nacional do Turismo e docente do IFPA, Ana Priscila Farias, entre outras autoridades.

No total, foram entregues cerca de 900 certificados aos concluintes participantes dos três ciclos envolvidos. “Muitos aqui já conseguiram bons frutos na sua vida pessoal e na vida profissional também. Já conseguiram galgar e subir novos degraus na vida. Eu acho que isso é o mais importante para a Escola Nacional. É nosso objetivo: a razão de existir a Escola Nacional é justamente fazer com que vocês cresçam, se desenvolvam e ajudem a cidade de Belém, ajudem a Amazônia a prosperar na área do Turismo”, comemorou a coordenadora Ana Priscila.

 O pró-reitor de Ensino do IFPA também exaltou o significado do momento solene. “Quem acompanha o dia a dia da execução de um projeto do tamanho que é a Escola Nacional do Turismo sabe o desafio que é. Assim como também sabe o desafio que é quem acompanha cada um dos nossos alunas e alunos no desafio cotidiano de poder cursar esses cursos e buscar um sonho melhor. Quero destacar a iniciativa e a coragem do Ministério [do Turismo] em bancar a primeira Escola Nacional do Turismo do Brasil. E a honra que o Instituto Federal do Pará tem em receber essa Escola, entregando hoje 900 certificados que atestam a qualidade da educação que o Instituto Federal oferece”, declarou.

A concluinte do curso Gestão de Negócios Turísticos, Glaucia Bandeira, eleita oradora que representou todas as turmas dos ciclos envolvidos. Ela, que é jornalista de formação, elogiou a oportunidade que a Escola do Turismo representa a ela e aos colegas. “Ao olhar para vocês, vejo a força e a determinação que nos trouxeram até aqui. Esta foi uma jornada transformadora. Cada aula, visita técnica, desafios e aprendizados moldaram nossas habilidades e caráter. Aprendemos que a qualificação profissional abre portas para inúmeras oportunidades e que construímos um legado que impactará nossas vidas e das pessoas ao nosso redor”, discursou.

“Quero agradecer aos professores, aos servidores do Instituto Federal de Educação do Pará, aos coordenadores, aos serventes, aos vigilantes, a todos que fazem o nosso Instituto Federal do Pará; pedir uma salva de palmas para o nosso IFPA e dizer que se não fosse a parceria do IFPA o Brasil ainda não teria uma Escola Nacional do Turismo”, concluiu Celso Sabino.

Também para o momento solene, foram escolhidos representantes de cada curso ofertado para receber no palco o seu certificado. Assim, o próprio Ministro entregou em mãos os certificados de Ingrid Marques Marciel (Camareira); Tatiana Coutinho Melo (Condutor de Atrativos Turísticos); Joyce Assunção Rodrigues (Educação Ambiental e Sustentabilidade para o Turismo); Bruno Davi de Araújo Medeiros (Elaborador de Roteiros Turísticos); Wyverton Barbosa Gonçalves (Espanhol); Geisiane Barreto Carneiro (Hospedagem Domiciliar); Osvaldo Sousa de Lima (Gestão de Negócios Turísticos); Sigla Regina Pantoja de Freitas (Inglês); Antônio de Padua Dantas de Freitas (Organizador de Eventos); e Ana Carolina Carvalho Rodrigues (Qualidade no atendimento aos turistas na Ilha de Mosqueiro).

Qualificação para aprimorar o turismo comunitário

Entre os certificados no palco, na tarde do dia 10, estavam o casal Sigla Regina Pantoja de Freitas e Antônio de Pádua Dantas de Freitas, ambos nomeados cidadãos de Santa Isabel do Pará, devido aos seus trabalhos na Comunidade Quilombola Espírito Santo do Itá. “De um banho no igarapé”, segundo palavras do próprio Antônio, criou-se uma afetividade e a relação com a comunidade já passam de dez anos.

Ele pedagogo (e pesquisador autônomo) e ela professora, o casal se encantou com a presença forte da cultura de mandioca na história e economia local. O primeiro passo surgiu com a necessidade de construir a Igreja na comunidade. Para arrecadar fundos, Sigla e Antônio criaram um Festival. Deu tão certo que neste ano o festival está em sua 10ª edição e a renda é toda convertida para a comunidade.

O envolvimento com o evento trouxe para Antônio a necessidade de pesquisar mais sobre a história da manicultura. Além disso, a modernização de algumas etapas de fabricação de produtos oriundos da mandioca, fez Sigla se atentar para a necessidade de preservar os equipamentos antigos como memória. “Nós descobrimos o valor tão grande que a mandioca tem e, com cinco anos do festival, nós criamos o Museu da Mandioca e isso está atraindo muitos turistas”, explica Sigla. E assim nasceu o primeiro Museu da Mandioca do Brasil, há cinco anos.

“Nosso objetivo com o museu é, primeiro, prestar uma homenagem a toda a nossa ancestralidade, por esse legado que deixaram, com a manicultura, a farinha, o tucupi, e nos classificaram como herdeiros dessa tradição. Porque se não apresentassem isso para nós, não seríamos agraciados com essa cultura. Segundo, é um convite para uma imersão na manicultura, para que seja possível estabelecer um diálogo entre os tempos verbais, onde passado e futuro dialoguem ao presente”, filosofa Antônio.

Essas atividades criaram a necessidade de ambos em se qualificar em turismo e o casal já concluiu três cursos, desde o segundo Ciclo da Escola Nacional do Turismo: Inglês, Gestão de Turismo Sustentável e Organizador de Eventos. E já estão inscritos para o próximo: Operador de Roteiros Turísticos “Esses cursos caíram como uma luva. Caíram do céu”, brinca Sigla.

“Nós tivemos a necessidade de nos qualificar para atender a esse público, porque nós somos pedagogos, não éramos do turismo, né? E agora, com essas qualificações que nós estamos recebendo na Escola Nacional do Turismo, a gente ampliou muito os nossos conhecimentos, enriqueceu muito o nosso trabalho”, conclui ela.

Planos para o futuro? Mudarem-se de vez para a comunidade após a aposentadoria e continuar tocando o festival e o Museu, ampliando e compartilhando com a comunidade o potencial turístico local, incluindo um projeto com a professora Ana Priscila, coordenadora da Escola, para treinar a população local na hospedagem: o Hospeda Itá.

Se quiser conhecer o Museu da Mandioca, acesse o Instagram @museudamandioca.

Escola nacional do Turismo

A Escola Nacional do Turismo é uma iniciativa do Ministério do Turismo, em parceria com o IFPA e o Governo do Estado do Pará, e tem o objetivo de atender às demandas do setor do turismo no Pará, qualificando mão-de-obra com cursos presenciais nas cidades de Belém, Santarém, Vigia e Bragança, além de oportunidades a distância para outras regiões do estado, com foco no fortalecimento das atividades turísticas, em especial na capital paraense, que sediará, em novembro deste ano, a COP 30, maior evento climático do mundo. Lembrando que a primeira sede física da Escola no Brasil foi inaugurada em novembro de 2024, dentro do IFPA campus Belém.

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