Às margens da esperança: o brilho dos girassóis do IFPA Castanhal

Por um instante, quem passa pela rodovia em frente ao IFPA Campus Castanhal desacelera. Não por sinalização, mas por contemplação. Um rio dourado de girassóis ondula com o vento, como se saudasse cada viajante que passa admirado. O cenário é fruto de uma tradição que floresce há mais de uma década.
Desde 2012, o campus cultiva girassóis em sua entrada. A iniciativa que começou com o professor Arnaldo Pantoja, hoje aposentado, e continua viva pelas mãos dedicadas do servidor Domingos Sávio Morais, técnico em agropecuária, pedagogo e mestre em desenvolvimento rural pelo IFPA. Aos 57 anos, ele se alegra ao ver o brilho que os girassóis causam no olhar dos que ficam encantados com as flores dessa planta oleaginosa. Nessa missão, ele conta com o auxílio de estudantes e técnicos do Departamento de Projetos de Pesquisa e Agropecuários do Campus Castanhal.
A semeadura dessa flora ocorreu no dia 15 de junho de 2025. A colheita está prevista para o início de setembro, quando o ciclo da planta se completa. “É como ganhar uma medalha em jogos. Fico feliz por tudo que vejo”, diz Domingos, com a voz embargada de emoção.
Os girassóis, além de belíssimos, e ainda produzem pólen para as abelhas, sementes para multiplicação e óleo, e ainda são de fácil cultivo. Domingos explica que o solo areno-argiloso da região é perfeito para a cultura, e o regime de chuvas moderadas, combinado com boa incidência solar, favorece o desenvolvimento das plantas. “A irrigação é feita pela própria natureza, e o controle de pragas raramente é necessário”, detalha.
Legalmente, há restrições quanto ao tipo de cultura nas margens da rodovia — apenas plantas de ciclo curto são permitidas. Mas isso não impede que o projeto floresça. “A ideia parte do nosso diretor geral, que sempre nos incentiva a manter a frente do campus bonita e ornada”, explica Domingos.
O jardim do IFPA campus Castanhal ficou tão bonito que virou ponto de parada para fotos, contemplações e até ensaios de aniversário. “Já vi gente fazendo book aqui. As pessoas escolhem o melhor espaço e se encantam”, conta ele, sorrindo. Mais do que paisagem, os girassóis são símbolo de esperança. “Eles significam um momento de reviver as grandes alegrias da vida, mesmo tendo que passar por dias tristes. Isso nos fortalece para vencer”, diz Domingos, como quem planta esperança.
E assim, entre o asfalto e o céu, floresce uma história que não é só de girassóis — é de beleza, dedicação, conhecimento, ciência, técnica e amor à terra.