IFPA Itaituba é convidado a participar da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) 2025
Professores e estudantes do projeto de extensão “O Ensino de Física e Química com base na Astronomia” recebem convite para participar da cerimônia de premiação da 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que ocorrerá entre os dias 21 e 26 de outubro de 2025, em Brasília. O projeto é desenvolvido no Instituto Federal do Pará (IFPA), Campus Itaituba.
Coordenado pelos professores Éfrem Vasconcelos (Física) e Corina Souza (Química), o projeto tem como objetivo explorar conceitos científicos por meio da astronomia, como as leis de Kepler, magnitude e composição química dos asteroides. A equipe utiliza o software Astrometrica para analisar imagens captadas pelo telescópio da Universidade do Havaí, em busca de pontos de luz em movimento — possíveis asteroides ainda não catalogados.
Na avaliação do professor Éfrem Vasconcelos, o Projeto Caça Asteroides proporciona aos estudantes uma experiência prática que conecta conteúdos de Física e Química à observação e análise de dados astronômicos.
No campo da Física, os jovens caçadores têm acesso a conhecimentos sobre a formação de imagens em telescópios, as três leis de Kepler (1ª, 2ª e 3ª) e fundamentos de astronomia básica. “Verificamos as órbitas dos asteroides e utilizamos tecnologias como o software Astrométrica para a análise das imagens”, explica o professor.
Já na área da Química, os participantes compreendem a composição dos asteroides, bem como a origem e a evolução da matéria que os constitui. “Projetos dessa magnitude possibilitam aos estudantes uma abordagem integrada entre teoria e prática, estimulando a iniciação científica por meio da interdisciplinaridade”, avalia o professor Éfrem Vasconcelos.
No campus Itaituba do IFPA, as atividades aconteceram de forma híbrida, tanto em encontros presenciais nos laboratórios de Física, Química, Informática quanto de forma remota. Os estudantes recebiam orientação sobre como usar o software responsável pela sobreposição das imagens e não precisavam ter conhecimento prévio sobre o assunto.
O projeto teve início em 2023 com sete integrantes: quatro alunos do ensino médio técnico, dois professores e a jovem Maria Eduarda de Souza Vasconcelos, responsável pelos treinamentos como mentora. Em 2024, a equipe foi premiada na Feira de Ciências e Mostra Científica de Itaituba (FECMITA), expandiu-se para 17 membros e catalogou 34 asteroides preliminares — dos quais três receberam o status de provisório pela NASA.
Maria Eduarda, de 14 anos, afirma que tem aprendido bastante com o projeto. “Essa iniciativa me proporcionou muitos conhecimentos na área, além de diversas oportunidades e incentivo para participar de outros programas de ciência cidadã. Semanalmente, realizo pesquisas e análises de imagens em busca de asteroides, além de desenvolver estratégias para aprimorar as observações”.
Em 2025, além de manter o grupo principal, o projeto passou a incluir uma equipe infantil com nove crianças entre 7 e 14 anos — uma delas foi responsável pela descoberta de um asteroide preliminar, garantindo à equipe um convite para a cerimônia de entrega de medalhas do Programa de Caça Asteroides MCTI.
Para a estudante do curso Técnico em Edificações, Ana Flávia da Costa Mendes, 17 anos, a participação no projeto foi um marco. Ela ingressou na equipe este ano, em março. “Tive a oportunidade de aprender mais sobre ciência de forma prática e legal. Poder participar de descobertas reais é muito emocionante”. Quando ela localizou o primeiro asteroide, comenta que ficou impressionada. “Fiquei superfeliz, nunca achei que participaria de algo assim”.
A cerimônia de premiação será realizada no dia 22 de outubro de 2025, às 14h, no Auditório do Museu Nacional da República, em Brasília, durante a SNCT. O evento, promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), terá como tema “Planeta Água: a cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território” e contará com atividades interativas voltadas ao público.
O Programa Caça Asteroides
Criado pela International Astronomical Search Collaboration (IASC), em parceria com a NASA e o MCTI, o programa tem como missão popularizar a ciência por meio da análise de imagens astronômicas por voluntários em mais de 80 países. No Brasil, conta com o apoio da UFMS, SEDUC/MT e Observatório Nacional.
Além de contribuir para o entendimento da origem e evolução do Sistema Solar, o programa estimula o protagonismo juvenil e promove o ensino prático de Astronomia, Física, Matemática, Computação e Ciência de Dados.