IFPA tem três equipes selecionadas para a fase de Incubação das Maratonas de Inovação do Startup Pará
O Instituto Federal do Pará (IFPA) conquistou destaque nas Maratonas de Inovação do programa Startup Pará, iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet), em parceria com o Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá) e a Fundação Guamá. Ao todo, três equipes ligadas à instituição foram selecionadas para a etapa de Incubação, prevista para ocorrer entre outubro e dezembro de 2025.
As equipes classificadas representam o Campus Bragança, com a proposta inovadora Aç(h)aí, e o Campus Tucuruí, com as soluções EDU Tutor PEI e SintetizaJuz. Os projetos estão entre as 20 melhores ideias do programa e foram escolhidos após um processo que envolveu sete edições de hackathons realizados em Belém, Bragança, Santarém, Tucuruí e Parauapebas, com mais de 800 inscritos e 246 participantes ativos.
O projeto Aç(h)aí busca dar destino sustentável aos caroços de açaí, conectando vendedores e empresas que reutilizam o resíduo. “O projeto Aç(h)aí nasce primeiro de uma ideia de um Ifood de açaí, mas quando a gente juntou a pegada de resolver problemas sociais, problemas ecológicos, problemas ambientais, a gente bateu no descarte incorreto de caroços de açaí, que o açaí gera muitos resíduos, gera muito caroços, só que muitas vezes são descartados incorretamente, são queimados e causam diversos problemas e a gente queria criar uma aplicação que conectasse vendedor e comprador e fizesse uma ponte entre pessoas e empresas, organizações que vão reutilizar esse caroço”, explica o professor do IFPA, Ronald Souza.
O EDU Tutor PEI é uma plataforma de gestão inclusiva para apoiar a elaboração e acompanhamento do Plano de Ensino Individualizado. “Sabendo que o IFPA é uma instituição que preza pelo ensino inclusivo, a gente trouxe EDU Tutor PEI, que é um software de gestão, para inclusão, principalmente focado no Plano de Ensino Individualizado. Então vai ser uma plataforma aonde vai possibilitar tanto à gestão escolar, quanto aos pais, quanto aos profissionais de saúde elaborar um PEI realmente inclusivo e colaborativo, e terá todo o acompanhamento desse processo, desde a elaboração até a efetivação, e que vai acompanhar o aluno por toda a sua vida acadêmica e até posteriormente”, explica o professor do IFPA, Terlys Silva.
Já o SintetizaJus propõe um assistente de pesquisa com inteligência artificial para agilizar a revisão de processos jurídicos. “O projeto SintetizaJus representa a ideia de a gente criar um assistente de pesquisa baseado em IA e com elementos de conversação, para auxiliar pessoas do setor jurídico a conseguirem revisar processos e assim agilizar essa revisão para que mais processos possam ser analisados em um dia”, conta a aluna do IFPA, Thaís de Oliveira.
Hackathon
Durante as maratonas, os times trabalharam em soluções voltadas para os eixos estratégicos de Bioeconomia & Biotecnologia, Cidades Inteligentes e Tecnologia com Inteligência Artificial, passando por etapas intensivas de ideação, prototipagem e pitches, sempre com apoio de mentorias especializadas e metodologias ágeis. As propostas foram avaliadas segundo critérios de viabilidade técnica, inovação e impacto socioambiental, alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
“O hackathon foi uma experiência muito nova pra gente, a gente nunca tinha experimentado algo parecido com o hackathon, mas que foi bom. Esse processo é muito importante na vida de um estudante pelo fato de ser enriquecedor pra sua carreira profissional, pro seu currículo e até mesmo pra gente fortalecer vínculos, conhecer novas pessoas, novas ideias”, defende a aluna do Campus Bragança, Alana Vasconcelos, que trabalhou na elaboração do Ac(h)aí.
Para o professor Ronald Souza, o Hackathon é uma oportunidade de mostrar aos alunos que os aprendizados devem ir além da sala de aula. “Eu achei muito importante trazer isso, mostrar isso pra eles, pra eles perceberem que as ideias deles, de dentro de sala de aula, não precisam acabar ali, que não são apenas uma atividade avaliativa, não é só um trabalho de aula, são coisas que podem de fato virar um emprego, virar uma profissão e ajudar a população, as pessoas ao redor, de fato mudar a realidade de pessoas”, afirma.
Na próxima fase, os grupos selecionados receberão bolsas no valor de R$ 3.200,00 por meio da Fundação Guamá, além de mentorias contínuas e capacitações práticas em áreas como design thinking, prototipagem, modelo de negócios, validação de mercado, impacto socioambiental e pitch training. O objetivo é transformar os protótipos desenvolvidos nas maratonas em produtos mínimos viáveis (MVPs).
Caravana da Inovação aproxima estudantes e empreendedores
Os alunos e professores do IFPA, representantes dos projetos selecionados, participaram, na quinta-feira (2) da primeira edição da Caravana da Inovação, promovida pelo governo do Estado, por meio da Sectet, em parceria com a Fundação Guamá. O evento reuniu estudantes e empreendedores dos municípios de Bragança e Tucuruí, que participaram dos hackathons da Maratona de Inovação, realizados em setembro nas duas cidades. O objetivo foi aproximar os ecossistemas locais das oportunidades oferecidas pelo PCT-Guamá, fortalecendo conexões e ampliando a rede de parcerias no Pará.
A programação contou com visitas a laboratórios e empresas residentes do PCT-Guamá, além de momentos de integração entre os 75 participantes, organizados em grupos para explorar de perto os ambientes de inovação. Todas as equipes selecionadas também terão acesso ao programa Impulso Amazônia, com benefícios e suporte do PCT Guamá, ampliando as oportunidades de consolidação no ecossistema de inovação. A etapa de incubação será concluída com a apresentação dos projetos em um pitch final para especialistas e investidores, consolidando o Startup Pará como uma plataforma estratégica para o desenvolvimento da nova economia na região.