Estudantes do curso Técnico em Informática garantem ouro e bronze na Olimpíada Nacional de Ciência 2025
Estudantes do curso Técnico em Informática dos campi Altamira e Itaituba do Instituto Federal do Pará (IFPA) conquistaram uma vitória histórica na Olimpíada Nacional de Ciências (ONC) 2025. Pela primeira vez, o Campus Altamira garantiu uma medalha de ouro, enquanto o Campus Itaituba celebrou a conquista de uma medalha de bronze por uma aluna autista. Os resultados evidenciam o domínio dos jovens nas áreas de Física, Química, Biologia e Astronomia.
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Campus |
Medalha |
Estudantes Medalhistas |
Téc. em Informática |
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Altamira |
Ouro |
João Pedro Soares de Souza Nunes |
1º Ano do Ensino Médio |
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Itaituba |
Bronze |
Flávia Alessandra Barros Rodrigues |
2º Ano do Ensino Médio |
O estudante João Pedro Soares de Souza Nunes, 15 anos, foi o responsável pela medalha de ouro. Com uma rotina de estudos intensa e pouco tempo livre, ele relatou que a prova foi bastante desafiadora e exigiu conhecimentos variados. “Estudei o máximo possível e, na hora da prova, coloquei o que eu sabia”, afirmou, destacando que não seguiu uma estratégia específica.
Para João Pedro, a medalha representa o resultado de sua dedicação. “Essa medalha significa o que eu consigo atingir, mesmo estudando poucas horas por dia. Eu estudava no meu tempo livre, no máximo de duas a três horas por dia”, acrescentou.
Já a estudante Flávia Alessandra Barros Rodrigues, 18 anos, do Campus Itaituba, conquistou a medalha de bronze e destacou a complexidade da prova. “A prova estava um pouco complicada, na minha opinião. Algumas questões, principalmente de equações, foram bem difíceis, pois exigiam interpretação dos dados e raciocínio lógico”, explicou.
Flávia Alessandra, que é autista, celebrou sua primeira medalha olímpica com emoção. “Nunca imaginei, em toda minha vida, que ia viver isso, principalmente como uma pessoa autista”, disse. Segundo ela, esta edição da ONC teve maior foco em cálculo e menos em teoria, história e biologia. Sua condição exige atenção redobrada na interpretação das questões. “Mas quando eu entendo o assunto, acabo fazendo facilmente e concentrada”, completou. Para Flávia, a medalha de bronze é fruto de seu esforço. “Não é como a ouro ou a prata, mas é algo importante, pois indica meu empenho e o resultado dos meus estudos”.
Para o coordenador da ONC no Campus Altamira, Maurício Neubson Medeiros Gonçalves, uma medalha olímpica é forma de reconhecimento ao círculo escolar do estudante. “É um destaque formativo de seu ótimo desempenho em campo de conhecimento não curricular”. Ele que coordenada também a OBA, acredita que as olimpíadas são instrumentos para descobrir novos talentos. “Sinto satisfação por ajudar a relevar estudantes com potencialidades para a Astronomia e Ciências Espaciais”.
No Campus Itaituba, os estudantes contam com o projeto de ensino “Incentivar e Medalhar”, criado em 2024 com o objetivo de revelar novos talentos. Em 2025, o projeto inscreveu 205 estudantes na ONC, sendo 123 do segundo ano e 82 do terceiro ano do ensino médio integrado aos cursos técnicos de Agroecologia, Edificações e Informática. Dos 11 que avançaram para a segunda fase, Flávia Alessandra garantiu a medalha de bronze.
O projeto foi contemplado com dois estudantes bolsistas pelo edital PROEN Nº 06/2025 e é coordenado pelos professores Corina Souza (Química) e Éfrem Ribeiro (Física). Corina explica que a proposta é incentivar a participação dos alunos do ensino médio integrado em olimpíadas do conhecimento. “Consideramos que essas participações contribuem para a melhoria do processo ensino-aprendizagem, uma vez que as olimpíadas promovem reflexões sobre os conhecimentos adquiridos pelas Ciências e suas aplicações à tecnologia e ao progresso social”, afirmou.
Para a professora Corina Souza, que também coordena a ONC no Campus Itaituba, a medalha de Flávia Alessandra tem um valor especial. “Para mim, a medalha da minha aluna é como se fosse ouro”, declarou. Ela acredita que a ONC desperta nos estudantes o desejo de aprender e de superar desafios. “Mais do que a medalha, o importante é participar das provas. Essa experiência abrange diversas áreas do conhecimento e contribui para o fortalecimento de uma formação crítica, criativa e investigativa”.
ONC
A Olimpíada Nacional de Ciências integra o Programa Ciência na Escola e é organizada pela Sociedade Brasileira de Física (SBF), Associação Brasileira de Química (ABQ), Instituto Butantan, Sociedade Astronômica Brasileira e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A iniciativa é promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e voltada para estudantes do Ensino Médio e do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental.