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Cartilha voltada às mulheres ensina o passo a passo para se registrar uma Marca Coletiva

  • Publicado: Segunda, 03 de Novembro de 2025, 13h55
  • Última atualização em Segunda, 03 de Novembro de 2025, 14h28
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Pesquisadoras do Instituto Federal do Pará (IFPA), Campus Marabá Rural, lançaram a cartilha “Marca Coletiva: Fortalecendo a Agricultura Familiar”. A publicação é resultado de uma pesquisa realizada entre maio e outubro de 2025 contemplada pelo edital da Pró-reitora de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação (Proppg) Nº 01/2025 – “Meninas na Ciência”.

A cartilha, coordenada pela técnica em Alimentos e Laticínios Ma. Andreia do Nascimento Lima, foi dividida em quatro capítulos e responde a perguntas essenciais: por que criar, como registrar, como regulamentar e como aplicar no dia a dia uma marca coletiva?

O conteúdo foi pensado para valorizar a produção local, fortalecer a identidade camponesa e ampliar as possibilidades de comercialização dos produtos alimentícios cultivados por mulheres do assentamento. Busca, de maneira didática, apresentar para as mulheres agricultoras do Projeto de Desenvolvimento Sustentável Porto Seguro (PDS), em Marabá, o conceito de marca coletiva, suas vantagens e o passo a passo para o registro.

As autoras comentam que “a marca coletiva é mais do que um símbolo gráfico: é uma ferramenta de resistência, união e reconhecimento”. Ao reunir a produção sob um mesmo nome ou logotipo, as agricultoras ganham força para negociar, proteger sua identidade e conquistar novos mercados, como feiras, programas de alimentação escolar e consumidores de outras cidades.

Além de Andreia Lima, participaram desse projeto as estudantes Sorraya dos Santos Batista (bolsista) e Elaine dos Santos Marques (voluntária); as servidoras docentes Suzeny Teixeira Rechene, Luciene Aparecida Castravechi, Shauma Tamara do Nascimento e Mariana Gomes de Oliveira; e a nutricionista Leidian Coelho de Freitas.

Andreia Lima destaca que a cartilha é resultante do Projeto “Marca Coletiva e suas Possibilidades: Expectativas das Mulheres do PDS Porto Seguro no Contexto da Comercialização de Produtos Alimentícios” e “teve como objetivo identificar as necessidades e expectativas das mulheres agricultoras em relação à criação de uma marca coletiva, voltada para a valorização da produção agroecológica, o fortalecimento da economia solidária e o empoderamento feminino”.

O projeto também ressalta o papel fundamental das mulheres na agricultura familiar. Muitas vezes invisibilizadas nos territórios, elas são responsáveis por atividades que vão da produção de alimentos ao cuidado com a terra e com a comunidade. “A marca coletiva surge como um instrumento para dar visibilidade, segurança jurídica e valorização a esse trabalho”, explica Andreia Lima.

Com linguagem simples e dicas práticas, ilustrações sobre o passo a passo de como registrar uma marca, a cartilha busca empoderar as mulheres do campo, promovendo autonomia, cooperação e pertencimento. “Ao registrar uma marca coletiva, elas não apenas protegem seus produtos, mas contam sua história e reafirmam seus valores: solidariedade, respeito à cultura local e cuidado com a terra”, acrescenta Andreia Lima.

A nutricionista Leidian Freitas explica que o Projeto de Desenvolvimento Sustentável Porto Seguro, em Marabá (PA), constitui um exemplo contemporâneo de assentamento que combina práticas agroecológicas e iniciativas de conservação ambiental com estratégias de geração de renda e organização comunitária.

Ao longo do projeto, foram realizadas duas capacitações sobre marca coletiva, um minicurso sobre boas práticas na manipulação de alimentos e oficinas práticas sobre rótulo e artesanato com fibra da banana. “Relatos institucionais e estudos locais apontam para um protagonismo crescente das mulheres participantes do projeto, em ações que vão da produção agroecológica à organização coletiva para comercialização e fortalecimento de identidades locais”.

As mulheres do PDS Porto Seguro, detalha Leidian Freitas, participaram da elaboração da cartilha através de ações de campo com diagnóstico participativo, oficinas de formação, entrevistas e processos criativos de representação visual, articulando pesquisa acadêmica e prática social em um mesmo percurso formativo. E, no geral, “a principal fonte de informação são os manuais do INPI e as práticas das pesquisadoras e a experiência vivenciada no PDS – Porto Seguro”, finaliza.

Leia aqui a Cartilha

 

  

 

 

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A ideia inicial era elaborar de um Plano de Ação para a possível implementação da marca coletiva na comunidade, contudo considerando o andamento das atividades, a participação efetiva das agricultoras e a demanda pedagógica identificada durante os encontros formativos sobre marca coletiva, mudamos para uma cartilha por acreditar que seria mais didática e além de auxiliar as mulheres do PDS poderia ser usada no curso técnico em agroindústria do campus e de apoio para outras comunidades

O projeto de pesquisa “Marca Coletiva e suas Possibilidades: Expectativas das Mulheres do PDS Porto Seguro no Contexto da Comercialização de Produtos Alimentícios” teve como objetivo identificar as necessidades e expectativas das mulheres agricultoras em relação à criação de uma marca coletiva, voltada para a valorização da produção agroecológica, o fortalecimento da economia solidária e o empoderamento feminino.

A escolha do tema é motivada pela identificação com uma demanda global sobre empoderamento feminino e sustentabilidade e de dar continuidade a pesquisa desenvolvida no projeto Meninas na ciência nº 01/2024 intitulado “O protagonismo das mulheres do PDS (Projeto de Desenvolvimento Sustentável) – Porto Seguro/Marabá na luta pela terra e práticas agroecológicas de economia solidária” pelo interesse das mulheres no desejo de fortalecer a identidade comunitária e obter maior visibilidade no mercado regional. Além disso as alunas tanto a bolsista como a voluntária pertencem à comunidade do PDS – Porto Seguro, assim possuem uma vivência direta com a realidade local, o que lhes permite uma compreensão aprofundada dos desafios e potencialidades da agricultura familiar na região, enquanto estudantes, pesquisadores e agricultoras.

Minhas respostas para 3 primeiras perguntas

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