IFPA inicia participação na COP30
Depois de muita expectativa, a Conferência das Partes (COP30), maior evento global, promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) sobre as mudanças climáticas, começou, no último dia 10 de novembro, em Belém. E o Instituto Federal do Pará (IFPA) não poderia ficar de fora desse grande encontro.
“Há uma importância de estar acontecendo uma COP aqui em Belém e, principalmente, com participação ativa da Rede Federal, com atuação direta do Instituto Federal do Pará. O IFPA, nessa COP, tem feito toda a diferença: é o link que demonstra toda a potencialidade da Rede. O IFPA demonstra na prática o que é trabalhar em rede, o que é trabalhar dentro de um princípio sustentável e nos deixa uma herança educacional”, afirmou Marcelo Bregagnoli, Secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (MEC).
A participação da instituição na COP30 começou no dia 11, com a apresentação do projeto “Ribeirizar: habitação ribeirinha sustentável”, desenvolvido pelas professoras Eliana Schuber e Mônica da Silva, do IFPA campus Belém, no estante do Ministério das Cidades. O trabalho prevê a construção de casas populares sustentáveis, levando em conta materiais, cultura e realidade dos ribeirinhos amazônicos.
Já na tarde do terceiro dia do evento, dia 12, a participação do Instituto foi maior: com lançamento de livros com capítulos sobre projetos da instituição, apresentação de trabalho em uma mesa-redonda e a mediação da reitora Ana Paula Palheta em outra. Tudo no estande da Associação de Universidades Amazônicas (Unamaz).
A programação do dia foi realizada pelo MEC, por meio da sua Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec). Assim, a mesa “Sustentabilidade na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica” trouxe ao palco do estande o professor Rodrigo Pereira Junior, do Campus Ananindeua.
Com o projeto intitulado “Restauração ambiental: integrando bioeconomia e projeto de REDD+ como estratégia de mitigação das mudanças climáticas e geração de renda em comunidades tradicionais da Amazônia”, o docente representou os trabalhos do Norte integrantes do segundo volume do livro “Ações de sustentabilidade na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica", lançado pela Setec ao fim das apresentações.
“O projeto é muito promissor. É um projeto que incentiva a noção de agricultura de baixo impacto. Esse é o grande resultado que a gente quer ao final e colabora com o alcance das metas de redução da emissão de gases de efeito estufa. Mas o mais importante é conseguir mostrar uma agricultura tradicional sem sequestro de carbono e conseguir colocá-la na política de agricultura de baixo impacto”, explicou o docente responsável.
Na ocasião, também participaram da mesa-redonda os projetos “Química: amiga do meio ambiente", representado pela professora Carmelita Gomes, do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) campus São Gonçalo, e “IFMG sustentável: por uma metamorfose social", pela professora Ana Laura Rabelo, do Instituto Federal de Minas Gerais, em Piumhi. Além desses, a coletânea lançada trouxe mais 60 projetos de institutos federais de todas as regiões, selecionados entre 341 trabalhos submetidos.
No livro, há quatro trabalhos do IFPA: o do professor Rodrigo, o “Ribeirizar", bem como “Estudos sobre pobreza menstrual, tecnologias sociais em saneamento e objetivos de sustentabilidade na Amazônia", coordenado pela professora Cezarina Nobre, do Campus Belém, e “Projeto Earth: aproveitamento dos resíduos eletrônicos como ferramenta para o desenvolvimento da consciência ambiental, por meio da produção de materiais artísticos e educacionais", sob coordenação da docente Rejane Araújo, também em Belém.
“Aqui [no livro] tem a participação efetiva dos nossos servidores e estudantes, a partir de ações de ensino, pesquisa, extensão e inovação. O IFPA tem um papel muito importante aqui: vamos poder mostrar para o mundo o que é desenvolvido pela Rede Federal, a partir das mãos e das cabeças de nossos professores e estudantes do Instituto Federal do Pará”, declarou Cládio Alex Rocha, servidor da instituição.
Finalizando a participação do dia do IFPA no estande da Unamaz, a professora Ana Paula Palheta, reitora do IFPA, foi a mediadora escolhida pela Setec para conduzir a mesa “Pronatec e bioeconomia na Amazônia Legal", com o objetivo de traçar um panorama sobre o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego na Região.
A atividade reuniu para fala Julia Giebeler Santos, diretora de projetos na GIZ, Delmar Moreira Matias Júnior, secretário adjunto de Educação Profissional e Integral da Secretaria de Estado da Educação do Maranhão (Saepi/Seduc-MA), Renan Felipe Ribeiro Teixeira, coordenador de programas e projetos governamentais no Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), e Keynes Silva, secretário adjunto da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Educação Superior, Profissional e Tecnológica do Pará (Sectet-PA), apresentando um olhar diverso sobre o tema.
“A partir das experiências apresentadas pelos estados do Pará, Maranhão, Amazonas, e também com a participação da GIZ [Agência Alemã para a Cooperação Internacional], nós podemos observar os avanços trazidos pelo Programa, no seu impacto positivo na formação dos novos trabalhadores e trabalhadoras da Educação Profissional e Tecnológica”, avaliou a reitora.