IFPA participa de mais um dia da COP30
Seja como convidado ou como organizador do debate, o Instituto Federal do Pará (IFPA) continua participando ativamente das discussões e atividades promovidas ao longo da programação da 30ª Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontece em Belém até o próximo dia 21 de novembro. No sábado, dia 15, a instituição se fez presente no painel “Educação do Campo, juventude paraense e a gestão do futuro: formação de professores como estratégia de resistência nos interiores da Amazônia” e na roda de conversa “Amazônia Viva: ciência, educação e saúde para um futuro sustentável”.
Iniciando a tarde, o IFPA, em parceria com a Fundação de Educação, Tecnologia e Cultura da Paraíba (Funetec), realizou um painel sobre formação docente para Educação do Campo, sob uma perspectiva da juventude oriunda de comunidades camponesas e tradicionais (ribeirinhos, indígenas, quilombolas, entre outros), formando professores da comunidade para a própria comunidade. Destacando-se como o único debate sobre o tema nesta COP.
“O assunto da juventude do campo é muito importante dentro da COP30, porque quando a gente trata de sustentabilidade, não basta a gente discutir meio ambiente sem discutir as pessoas que dão origem e que moram nesses locais”, avalia Arthur Boscariol, pró-reitor de ensino do IFPA. Assim, segundo Boscariol, a ideia do painel seria dar voz e protagonismo aos jovens dessas comunidades, a fim de compreender e pensar estratégias de permanência na formação docente.
O Painel foi mediado por Boscariol e contou com a participação da Coordenadora de Educação do Campo do IFPA, Rosemeri Scalabrin, da professora de Educação do Campo do Campus Marabá Rural, Shauma Sobrinho, do Superintendente da Funetec, Rodrigo Barreto e do aluno egresso do IFPA, João Pinheiro. A iniciativa dialoga diretamente com as diretrizes do Edital Parfor Equidade, o Programa Nacional de Fomento à Equidade na Formação de Professores da Educação Básica, que visa formar, em nível superior, professores camponeses ou de comunidades tradicionais.
Mais tarde, no mesmo dia, o professor de Biologia do Campus Belém Raimundo Pacheco foi um dos convidados a participar da roda de conversa “Amazônia Viva”. Realizada pelo Instituto Evandro Chagas (IEC), o objetivo da atividade era levantar a discussão acerca do papel da ciência e da educação para a saúde e a sustentabilidade na Região Amazônica.
“O IFPA está capilarizado em todas as regiões do estado, então, a gente consegue alcançar povos e comunidades tradicionais que são os principais afetados por todas as questões de alterações climáticas que a gente observa que estão acontecendo”, explicou o professor. “A gente tem projetos que conversam com a agroecologia, com a bioeconomia e com sustentabilidade também. E esses projetos não se concentram exclusivamente dentro do IFPA. A gente consegue alcançar a comunidade externa através das nossas ações de extensão e dos projetos de pesquisa, que acabam trazendo uma devolutiva para população”, conclui.
O bate-papo foi conduzido por profissionais do IEC e teve participação do público. Na ocasião, Pacheco representou o IFPA, junto às representantes da Universidade do Estado do Pará (UEPA), Sylvia Guerra, e do Centro Universitário Metropolitano da Amazônia (Unifamaz), Laine Celestino Pinto.