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Servidores do IFPA trocam experiências com equipes do IFRN e UTFPR em Programa de Vivência Institucional

  • Publicado: Quarta, 17 de Dezembro de 2025, 15h11
  • Última atualização em Quarta, 17 de Dezembro de 2025, 15h36
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Em 2025, o Instituto Federal do Pará (IFPA) realizou a primeira edição do Programa de Vivência Institucional. O programa foi regido pelo Edital nº 7/2025 do Departamento de Relações Internacionais (DEPRI) vinculado à Pró-reitoria de Extensão. As inscrições ocorreram de 25 de julho a 13 de agosto, com resultado divulgado em 27 de agosto. Das nove vagas ofertadas, duas receberam inscrições e tiveram servidores selecionados. As vivências foram realizadas entre setembro e novembro de 2025.

A tecnóloga em Eventos da Reitoria do IFPA, Maraísa Andrade de Castro, participou de uma vivência de 24 a 28 de novembro no Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) – Campus Natal-Central e Reitoria. Já Rosinaldo Fonseca da Silveira, técnico operador de Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV) do IFPA – Campus Belém, realizou sua vivência de 29 de setembro a 3 de outubro na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – Campus Curitiba.

Vivência de Maraísa Andrade

A cerimonialista na Assessoria de Comunicação do IFPA (Ascom), Maraísa Andrade, avalia que a experiência no IFRN foi bastante positiva. Ela atuou lá durante os Jogos das Instituições Federais (JIFs) – Etapa Nacional, foi mestra de cerimônias e fez cobertura imagética (imagem e vídeos). “Cheguei no dia da Cerimônia de Abertura. Atuei nos espaços de jogos do Campus Natal-Central e junto à Assessoria de Comunicação Social e Eventos (ASCE) da Reitoria do IFRN, na escala de cobertura imagética. A estrutura física do campus é impressionante”.

Durante quatro dias de jogos, Maraísa relata que fez registros fotográficos e vídeos para o acervo do IFRN referentes ao JIFs. “Eu captava e encaminhava as melhores imagens e vídeos curtos, simultaneamente à cobertura, para a equipe de edição preparar as publicações do dia – carrossel e reels –, esses materiais são os produtos da comunicação dentro do evento, como o IFPA também faz”, destaca.

Para Maraísa Andrade, a rotina foi intensa e marcada por muito trabalho. Em comparação ao IFPA, um dos pontos que lhe chamou a atenção foi o fato de a ASCE não ser responsável pela premiação dos Jogos como é a Ascom no IFPA. Ela também observou que a ASCE possui uma divisão interna de setores melhor definida. “Eles também possuem material institucional promocional e verba para coffee-break em eventos, administrada pela própria equipe”, ressalta.

Além de produtos regionais, como doce de leite e castanha de caju produzidos por um dos campi do IFRN, Maraísa afirma ter trazido na bagagem a certeza de que o IFPA e o IFRN estão de igual para igual na realização de cerimoniais. “Nem sempre a grama do vizinho é mais verde. As duas instituições não deixam a desejar na realização de cerimonial”, explica.

Para concluir sua participação no Programa de Vivência, Maraísa agendou para janeiro de 2026, com a Proex, a realização de uma oficina para compartilhar com os servidores que compõem a equipe da Ascom os aprendizados dessa experiência.

Vivência de Rosinaldo Fonseca

Chefe do Núcleo de Laboratórios do Campus Belém e técnico do Laboratório de Microscopia Eletrônica e Varredura (LabMEV), Rosinaldo Fonseca explica que decidiu participar do Programa de Vivência ao perceber o potencial dos laboratórios do campus para se tornarem multiusuários ou financeiramente autossustentáveis por meio da prestação de serviços.

Sua principal motivação foi compreender como outras instituições organizam laboratórios multiusuários e como realizam a prestação de serviços, especialmente para pessoas físicas. “Além disso, como atuo muito recentemente em microscopia eletrônica, busquei locais com expertise técnica para entender como operam o dia a dia do laboratório e como funcionam as rotinas.”

Na UTFPR, Rosinaldo foi recebido pelo professor Julio Neves, pelo técnico Alexandre Gonçalves e pela bolsista-técnica Alba Turin. “Fui recepcionado no Centro Multiusuário de Caracterização de Materiais (CMCM), vinculado ao Campus Curitiba. A equipe demonstrou grande abertura para compartilhar conhecimentos, apresentar a estrutura e tirar dúvidas”.

Durante a vivência, acompanhou a rotina do CMCM, com foco na operação do Microscópio Eletrônico de Varredura (Zeiss EVO MA 15). “O diferencial desse centro é o detector de espectrometria por dispersão de comprimento de onda WDS IncaWave 500, com cristais LiF(200), PET, TAP, LSM80N e LSM80E”.

Ele observou que a preparação de amostras é semelhante à realizada no IFPA, mas destacou uma prática específica. “Eles têm uma rotina para evitar o chamado ‘efeito de carregamento’ da amostra, utilizando fita adesiva de cobre quando a metalização não garante continuidade”.

Entre as diferenças estruturais, Rosinaldo destaca que o CMCM possui um técnico exclusivo para a microscopia eletrônica, já consolidou a prestação de serviços e conta com um Comitê Gestor responsável pela coordenação dos laboratórios.

A experiência dessa vivência, para Rosinaldo, foi enriquecedora. “Compartilhei algumas informações com os gestores de pesquisa do campus e da reitoria. Espero que possamos organizar os laboratórios e oferecer serviços à comunidade, auxiliando na sustentabilidade financeira dos setores”.

Para ilustrar a importância de recursos próprios, citou dificuldades enfrentadas no IFPA, como a demora de cerca de um ano para adquirir um nobreak de R$ 2.500,00 e o custo elevado de insumos, como fita adesiva de cobre de aproximadamente R$ 900,00. “São valores baixos para uma instituição como o IFPA, mas a falta de recursos e o trâmite burocrático tornam o processo moroso. Com recursos próprios, tudo seria mais rápido e sem constranger servidores com pedidos de vaquinha”.

Rosinaldo recomenda o Programa de Vivência a outros servidores. “Além dos novos aprendizados e do compartilhamento de saberes, contribuímos com a Rede Federal, com nossa instituição de origem e com a instituição receptora”.

Ele também reforça a importância de novos editais e da regulamentação de laboratórios multiusuários no IFPA, incluindo a prestação de serviços para pessoas físicas e a criação de uma normativa geral via resolução do CONSUP.

Para finalizar sua participação, Rosinaldo ofertará uma oficina no dia 18/12 para os técnicos de laboratório do Campus Belém.

Desdobramentos da Vivência

Após a experiência, Rosinaldo entrou em contato com o Ministério da Educação para solicitar orientações sobre a possibilidade de os laboratórios prestarem serviços à comunidade e sobre a regularização da prestação de serviços para pessoas físicas.

O ofício enviado e a Nota Técnica do MEC sobre o tema estão disponíveis para consulta.

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