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Corregedoria do IFPA: prevenção e conscientização permanecem no foco da unidade em 2026

  • Publicado: Quinta, 10 de Setembro de 2026, 16h19
  • Última atualização em Quinta, 10 de Setembro de 2026, 16h19
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A Corregedoria do Instituto Federal do Pará (IFPA) iniciou o ano de 2026 dando sequência em suas ações preventivas e educativas que movimentaram o setor e o levaram a visitar diversos Campi da instituição. A unidade é, por essência, responsável por fiscalizar, orientar e punir condutas inapropriadas de servidores. No entanto, no IFPA, vai além: leva até a outra ponta – a comunidade acadêmica como um todo, especialmente estudantes – explicar sobre questões sensíveis que podem resultar nos processos administrativos, cuja instauração e análise são a finalidade original da Corregedoria.

 

“Além do penalizar, o nosso foco é a prevenção, certo? Por isso, que a gente tem já institucionalizado o Núcleo de Prevenção às Transgressões Disciplinares. Essa prevenção é exigida inclusive pelo órgão de controle, a CGU [Controladoria-Geral da União], mas a gente conseguiu ter no nosso regimento interno”, explica a corregedora do IFPA, Gricirlene Araújo.

 

“Nessas oportunidades, a gente coloca luz também nos canais de denúncia, que vão além de ir ao departamento pedagógico pessoalmente falar, se a pessoa não ficar à vontade, sabe? A gente até leva sempre um QR-Code do Fala.BR, que é o canal oficial”, orienta Gricirlene, que reconhece que os casos de assédio, seja de caráter sexual ou moral, são as denúncias mais frequentes na nossa Corregedoria.

 

Durante o primeiro semestre deste ano, diversas ações já foram realizadas pelo Núcleo de Prevenções, em atendimento a demandas dos próprios Campi, que reconhecem a importância do diálogo com a Corregedoria. Segundo Gricirlene, as semanas pedagógicas realizadas nas unidades acadêmicas são momentos comuns para os convites ao setor. Um exemplo disso, foi a palestra intitulada “Assédio Moral e Sexual no Ambiente de Trabalho”, realizada em janeiro, no campus Marabá Industrial, durante a realização do Encontro Pedagógico, que teve como público alvo servidores e colaboradores do Campus.


Em fevereiro, foi a vez do Campus Belém receber a Corregedoria, durante o evento Meninas na Ciência. O público ali era composto, em sua maioria, de estudantes meninas e servidoras de diversos Campi do IFPA, que, além de apresentarem suas pesquisas, puderam discutir sobre o tema "Entre Desafios e Conquistas: Mulheres Pesquisadoras Dialogam sobre Assédio e Permanência na Ciência".

O II Seminário de Educação para os Direitos Humanos e Equidade de Gênero, no Campus Abaetetuba, em março, foi o espaço seguinte para que o Núcleo apresentasse dados e informações em combate ao assédio para os servidores do campus. No mesmo mês, o Campus Santarém também recebeu a Corregedoria para tratar sobre “Assédio Moral”, durante a “Jornada de enfretamento e prevenção ao assédio e discriminação”. O destaque desse evento é que foram reservados três momentos em turnos diferentes – manhã, tarde e noite – para que um público mais amplo de estudantes, servidores e colaboradores fossem alcançados.

 

A palestra “Combate às violências de gênero na Educação: por uma cultura livre de discursos de ódio” foi realizada durante a II Congresso de Extensão do IFPA (Conext), em abril. Mais uma oportunidade de alcançar um vasto público da comunidade acadêmica de diversos Campi. Outra vez no Campus Belém, em maio, o Núcleo palestrou aos estudantes e servidores da unidade sobre o tema “Prevenção ao Assédio Moral e Sexual”. No mesmo mês, os servidores da Pró-Reitoria de Ensino (Proen) puderam aprender mais sobre assédio moral, com a palestra “Comunicação Eficaz Transforma as Relações de Trabalho”.

 

A corregedora estima que cerca de 70% das ações de prevenção previstas para 2026 já foram realizadas, devido à grande demanda que o Núcleo de Prevenção recebe. No entanto, acredita que o segundo semestre aguarda muitos outros trabalhos e interações do Núcleo com a comunidade do IFPA. O que avalia como positivo. “É de suma importância a gente estar lá na ponta. Precisamos conhecer esse público que é afetado e eles precisam nos conhecer. Isso, para abrir o diálogo, para fortalecer o movimento da denúncia. Porque, se não denunciar, a gente não vai saber, não vai tratar e infelizmente não vai revolver”, conclui a corregedora.

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