IFPA é campeão da etapa Norte da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fiocruz e segue para a competição nacional
Produção audiovisual desenvolvida por estudantes do Campus Belém aborda a prevenção da doença de Chagas; trabalho agora concorre à premiação nacional, que será realizada em novembro, no Rio de Janeiro
O Instituto Federal do Pará (IFPA), por meio do Campus Belém, conquistou o primeiro lugar na etapa regional Norte da 13ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA), promovida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O trabalho foi reconhecido como Destaque Regional na modalidade Produção Audiovisual e agora segue para a etapa nacional da competição.
Coordenado pela professora Priscila de Sousa Farias, o projeto aborda a prevenção da doença de Chagas, relacionando o tema à realidade amazônica e, especialmente, aos hábitos alimentares da população paraense.
A professora destaca a importância de discutir a doença considerando as particularidades da Região Norte e do Pará, ampliando o acesso da população a informações sobre as formas de transmissão e de prevenção.
A proposta surgiu da preocupação com a ocorrência da doença de Chagas e da necessidade de tornar informações científicas sobre o tema mais acessíveis à população. O trabalho utiliza a linguagem audiovisual como ferramenta de educação em saúde e aproxima o conhecimento científico de situações presentes no cotidiano da população amazônica.
Os estudantes participaram das diferentes etapas de construção do trabalho, envolvendo pesquisa, levantamento e organização de informações e desenvolvimento da produção audiovisual. A experiência possibilitou o aprofundamento dos conhecimentos sobre a doença e, ao mesmo tempo, estimulou o protagonismo dos estudantes na comunicação de informações científicas.
A estudante Laura Veloso, do curso Técnico em Eventos do IFPA Campus Belém, destaca a relação do tema com a realidade local e com hábitos presentes no cotidiano da população paraense. Elika Tavares, também estudante do curso Técnico em Eventos, chama atenção para a importância de conhecer as diferentes formas de transmissão da doença. Já Isabela Miranda, do mesmo curso, ressalta o processo de pesquisa e organização das informações que deram origem à produção audiovisual.
IFPA segue para a etapa nacional
Com a conquista da etapa Norte, o trabalho do IFPA passa a integrar o grupo de 42 Destaques Regionais selecionados em todo o país para disputar a etapa nacional da 13ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente.
A edição de 2026 é a maior da história da OBSMA, com quase 1,5 mil trabalhos inscritos, crescimento de 46% em relação à edição anterior. Os projetos concorreram nas modalidades Produção Audiovisual, Produção de Texto e Projeto de Ciências.
Os trabalhos classificados nas diferentes regiões olímpicas avançam automaticamente para a etapa nacional. A solenidade de premiação está marcada para 30 de novembro de 2026, no Campus Manguinhos da Fiocruz, no Rio de Janeiro. Na ocasião, serão anunciados os seis Destaques Nacionais da 13ª edição da Olimpíada.
Um professor e um estudante representantes de cada projeto selecionado na etapa regional são convidados pela organização para participar da programação da etapa nacional e da cerimônia final de premiação.
Segunda conquista regional
Esta é a segunda vez que o IFPA Campus Belém conquista o reconhecimento de Destaque Regional Norte na Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente.
Na 12ª edição da OBSMA, estudantes do curso Técnico em Eventos integrado ao Ensino Médio, também orientados pela professora Priscila de Sousa Farias, conquistaram a etapa regional e, posteriormente, foram reconhecidos como Destaque Nacional na categoria Produção Audiovisual com o projeto “COP30 em Belém: história, legado e importância da conferência”.
O trabalho foi desenvolvido pelos estudantes Victor Fialho, Emily Moreira e Thamires Lopes e teve como proposta explicar a COP30 de maneira acessível à população, considerando a realização da conferência climática em Belém. A própria Olimpíada destacou posteriormente a experiência do grupo como inspiração para estudantes participantes de novas edições da competição.
A nova conquista mantém o IFPA entre os destaques da competição e evidencia o potencial da educação profissional e tecnológica para estimular a iniciação científica, a criatividade e a produção de conteúdos capazes de aproximar ciência, saúde, meio ambiente e questões presentes na realidade da população.
Sobre a Olimpíada
Criada pela Fiocruz em 2001, a Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente busca incentivar a realização de trabalhos escolares que articulem saúde, meio ambiente, educação e ciência, fortalecendo o protagonismo estudantil e a integração entre educação e pesquisa.
Ao longo das 12 primeiras edições, a iniciativa envolveu cerca de 3,6 mil escolas de 3,2 mil municípios, 28,5 mil professores e aproximadamente 510 mil estudantes. Mais de 10 mil trabalhos foram inscritos nesse período, dos quais 356 foram premiados nas três modalidades da competição.